<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040</id><updated>2011-09-13T04:28:21.286-07:00</updated><title type='text'>Biologia de Bar</title><subtitle type='html'>E outras histórias...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040.post-6641197549447258978</id><published>2010-05-25T12:46:00.000-07:00</published><updated>2010-05-25T13:52:08.492-07:00</updated><title type='text'>Amor em Tempos de Liquidação</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“O apaixonado começa enganando a si mesmo&lt;br /&gt;e acaba enganando os outros.&lt;br /&gt;É a isto que o mundo dá o nome de romantismo.”&lt;br /&gt;(Oscar Wilde)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gruber, nosso personagem, entra em uma empresa pra trabalhar e conhece uma mulher, dentre muitas outras que poderia conhecer. Acontece que essa mulher era simplesmente mulher do chefe dele, diretor do banco! Algo rolou entre os dois. Conversas mais longas, aqueles olhares cúmplices, acabam por se envolver. Foi um acontecimento relevante na vida da garota, já que ela larga o marido e resolve ficar com o estagiário que, mais tarde, viria a pedir demissão. Ela desiste de uma vida confortável e segura para fazer o que ela achava estar certo, seguir sua felicidade. A mãe dessa menina, no entanto, não aceita de bom grado a decisão da filha e não a deixa voltar para casa. Ela então vai morar com o namorado na casa do pai por um momento e logo depois se mudam para uma casa alugada. Às vezes ela, quando passeia pelo shopping, ainda sente vontade de comprar algo mais chique, mais caro, mas sabe que não pode. Ainda assim, ela está feliz.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não, eu não tirei essa história de um filme de sessão da tarde, em que todos vivem felizes para sempre, é uma história verdadeira. Conheço, inclusive, o sujeito que a protagoniza! Ele me serve de exemplo para introduzir o assunto do qual pretendo tratar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos, qual a real importância do dinheiro para que as fêmeas da espécie humana se predisponham a escolher aquele macho como único provedor de recursos para ela e seus rebentos? Em outras palavras, será que as mulheres, no nosso atual mundo capitalista, procuram dinheiro mais do que amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma pesquisa que foi feita nos Estados Unidos para averiguar qual o motivo pelo qual as mulheres e os homens escolhem seus parceiros. Existem milhares de variáveis que podem ser considerados nesse caso, como etnia, status social, cheiro, valores sociais, entre muitos outros. Existem inclusive pesquisas que demonstram que os parceiros se escolhem pelas diferenças existentes entre seus respectivos sistemas imunes! Mas o que foi declarado nessa pesquisa pelas mulheres é que elas preferiam homens mais velhos e mais ricos. Quando essa pesquisa era feita com um entrevistador, o número de mulheres que respondiam que o mais importante era dinheiro chegava a 38%. Quando era conversa entre amigas, mais informal, esse número chegava a subir para 79%! (números aproximados) Seria somente isso então? Dinheiro? Para os homens, os quesitos pela escolha da parceira eram diferentes, eles escolhiam mais beleza e juventude. Olha como os recursos públicos nos Estados Unidos são bem gastos, a pesquisa concluiu algo que todo mundo já sabia! Homens querem mulheres jovens e bonitas, e mulheres querem homens mais velhos e ricos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto vieram pessoas para questionar a validade da pesquisa, provavelmente mulheres revoltadas e românticos inveterados. Eles alegavam que a pesquisa havia sido feita em uma sociedade ocidental, baseada no capitalismo, que em outras sociedades os valores seriam diferentes. Fizeram então a pesquisa em 37 diferentes culturas, seis continentes, cinco ilhas, indo do Alaska à Zuzulândia. Qual o resultado? O mesmo! Homens querem mulheres jovens e bonitas e mulheres querem homens mais velhos e ricos. No Japão esse resultado foi o mais acentuado, e na Holanda o menos acentuado, mas sempre o mesmo.¹ Isso então quer dizer que as mulheres só querem dinheiro e que o amor é uma falácia inventada pelo capitalismo para vender flores e bombons no dia dos namorados? Tenho minhas dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista biológico o amor nada mais é que um monte de reações químicas no seu cérebro. Talvez seja ruim pensar desse modo porque as pessoas idealizam o amor como algo mágico, algo lindo, e não um monte de reações químicas. Dizem ainda que os cientistas são insensíveis por tirarem a beleza dos sentimentos tentando explicá-los racionalmente. Mas na verdade se você pensar ao contrário, que um monte de reações químicas pode gerar algo tão bonito como o amor, você poderá ver um pouco de beleza na química (forcei a amizade agora?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, existem três mecanismos cerebrais que controlam o amor nos seres humanos: luxúria, paixão/romance e ligação.² A luxúria está ligada ao hormônio testosterona, tanto em homens quanto em mulheres. A paixão, por sua vez, é controlada pela dopamina, mesma molécula responsável pelo vício. Há um estudo que mostra que a área cerebral que se ativa quando uma pessoa vê uma foto da pessoa amada é a mesma de uma pessoa que consome cocaína. Portanto existe sim uma dependência química à pessoa amada, assim como crises de abstinência. Experimente ficar meses longe da pessoa por quem você é apaixonada para comprovar essa hipótese!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro mecanismo, Ligação, é controlado pela ocitocina na mulher e vasopressina nos homens. Existem estudos que mostraram que a ocitocina ainda é responsável pela fidelidade. Esses estudos feitos com ratos, e posteriormente com seres humanos, mostraram que quanto mais receptores para esse hormônio, mais fiéis serão seus companheiros. Fizeram inclusive ratos que se comportavam poligamicamente na natureza se tornarem monogâmicos alterando a concentração de ocitocina no cérebro deles! Nos seres humanos encontraram resultados similares. Homens com poucos receptores de ocitocina tendem a ter mais casos extraconjugais e quase todos os pesquisados já tinham se divorciado pelo menos uma vez. Além disso eram pais menos atenciosos que os homens com muitos receptores de ocitocina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então onde entra o dinheiro nesse monte de reação química? Saindo um pouco da parte biológica e indo para a parte social, acredito que essa idéia de o dinheiro falar mais alto do que o amor vem da época em que a família do marido tinha que pagar um valor em dinheiro para poder casar com a garota da outra família, conhecido como dote. Apesar desse costume ainda existir em algumas culturas, na nossa sociedade ocidental isso já é algo do passado. Quando as feministas resolveram queimar os sutiãs e começaram a participar do mercado de trabalho, elas indiretamente fizeram com que os casamentos passassem a ser menos focados no dinheiro, já que elas poderiam não mais depender financeiramente do marido. Isso culminou na chance de escolha do parceiro não mais por quanto dinheiro ele poderia dar, mas pela afinidade, cumplicidade, química e, em última instância, por amor! Mas o amor é suficiente para manter uma relação ou o fator financeiro ainda pesa muito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em marketing existe uma tal de Pirâmide de Maslow. Ela define as necessidades que as pessoas têm durante a vida. O primeiro degrau da pirâmide seria a fisiologia: comida, água, sono e outros atributos básicos de sobrevivência. O segundo passo, depois de suprir as necessidades fisiológicas, seria a segurança: no emprego, de recursos, da família, da saúde, de propriedade. Isso antigamente era provido pelos homens, segurança financeira, segurança de propriedade. Hoje em dia as mulheres conseguem suprir essas necessidades por si mesmas e podem ir para o próximo passo: relacionamento/amor: amizade, família, intimidade sexual. Portanto se a mulher tem segurança no emprego, e obtenção de recursos, ela pode se dar ao luxo de procurar um parceiro que ela ame de verdade, mesmo que ele não tenha tanto dinheiro assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado do amor, portanto, temos a paixão e a atração como fatores emotivos consideráveis, a entrada da mulher ao mercado de trabalho com consequente menor dependência financeira do marido, a ocitocina que mantém o casal coeso, sistemas imunes diferentes; também existe o fato do amor ativar a área responsável pelo vício. Somando todas essas variáveis, quais trunfos teria o dinheiro para ganhar esse embate? Segurança com certeza é um deles. Porém, na realidade, a pesquisa inicial foi feita em cima de opinião de pessoas e, francamente, o que as pessoas sabem a respeito de se apaixonar? Que controle temos quando os sininhos tocam, quando os pássaros cantam na janela ou quando o sol brilha mais? Não temos nenhum controle, é algo que simplesmente acontece! Aposto que no meio de um monte de mulher que respondeu à pesquisa, muitas delas namoravam rapazes que não eram ricos, ou que nunca seriam! É claro que todas querem o ideal do marido rico, lindo, bom de cama e por quem você seja apaixonada, mas no mundo real isso não é tão fácil de acontecer. Há estudos que mostram que os filmes de romance são responsáveis por tornar infelizes as pessoas que os assistem porque as pessoas veem aquelas histórias como ideal de relacionamento. Obviamente nenhum relacionamento real pode competir com diálogos perfeitos, pores de sol sem nuvens num campo verde, ou declarações de amor debaixo de chuva. Até poderia, mas as pessoas acham que isso tem que acontecer sempre e acabam por se frustrar quando não ocorre. Pode ser que problema seja colocar expectativa demais logo no começo de um namoro. Na Índia, onde 95% dos casamentos são arranjados, o nível de satisfação e amor são maiores que no ocidente.³ Talvez porque por não conhecer a pessoa com quem se irá casar, não exista expectativa de que aquilo dará certo, o amor vai aumentando aos poucos. Isso mostra como a cultura pode influenciar consideravelmente como os relacionamentos se desdobram, e não somente a parte biológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou um romântico, acredito no amor pra sempre. Talvez porque tenha visto muitos filmes da Meg Ryan, talvez porque estou inserido em uma cultura monogâmica católica, onde o casamento é sagrado e almejado por todos os membros da sociedade. Mesmo sendo ateu sei que a cultura influenciou muito os meus valores. Existem pesquisas que dizem que o tempo de um relacionamento é de 7 anos, depois disso a bioquímica do corpo deixa de aceitar a condição monogâmica e passa a se desinteressar pelo parceiro atual, dando origem, algumas vezes, ao divórcio. Mas sabem também que existem exceções, casais apaixonados que mesmo depois de muitos anos juntos exibem o mesmo comportamento de taquicardia e apreensão que no começo do namoro. Talvez eu seja a exceção para a qual os cientistas não têm explicação; mais provável que não, estatisticamente falando. Mas acho que eu prefiro acreditar que o amor ainda possui seu lugar em um mundo onde o dinheiro compra estilos de vida, valores e até afeto. Acredito que o Gruber concordaria comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;1 - "O que nos faz humanos" - Matt Ridley&lt;br /&gt;2 - "Super interessante" - 05/2010&lt;br /&gt;3 - "Super interessante" - 05/2010 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Agradeço ao Luiz, Sesé, Cris e Eek que me ajudaram a construir esse texto.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5857265254356340040-6641197549447258978?l=alefk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/6641197549447258978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5857265254356340040&amp;postID=6641197549447258978' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/6641197549447258978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/6641197549447258978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/2010/05/amor-em-tempos-de-liquidacao.html' title='Amor em Tempos de Liquidação'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040.post-208989183822084694</id><published>2009-07-23T03:55:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T03:57:14.229-07:00</updated><title type='text'>Pra depois</title><content type='html'>Correndo, corre, não deixa parar&lt;br /&gt;Aperta no passo, não pode atrasar.&lt;br /&gt;Passam-se carros, por baixo, por cima&lt;br /&gt;Não faz distinção, menino, menina.&lt;br /&gt;Chegar no horário, passar do ponto&lt;br /&gt;Gastar muitas horas, atraso, em ponto&lt;br /&gt;Comendo mal, insanidade&lt;br /&gt;Fins de semana de banalidade&lt;br /&gt;Me desculpe o mau senso, mas estou de saída&lt;br /&gt;De aluguel, combustível, planos de vida&lt;br /&gt;Muito em menos, um pouco mais&lt;br /&gt;Ao menos tentando, mas tanto me faz&lt;br /&gt;Pra essa vida de graça, já tão sem graça&lt;br /&gt;De agraciar as vontades da massa&lt;br /&gt;De convenções, de intenções&lt;br /&gt;Diferenciações de raça&lt;br /&gt;De lixo, extinções&lt;br /&gt;Tudo passa, tudo passa.&lt;br /&gt;Mas eu quero parar, estar mais alheio&lt;br /&gt;Respirar, ir a fundo. Em partes, inteiro&lt;br /&gt;Não estar atado às velhas premissas&lt;br /&gt;Não ser comuna, nem capitalista&lt;br /&gt;Segurar-me nos pés, tirá-los do chão&lt;br /&gt;Voar um pouco pela contra-mão&lt;br /&gt;Com o mundo no rosto, viver de verdade&lt;br /&gt;Mais madrugadas, mais fins de tarde&lt;br /&gt;Mas correndo, corro, não posso parar&lt;br /&gt;E a vida por viver tem de esperar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5857265254356340040-208989183822084694?l=alefk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/208989183822084694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5857265254356340040&amp;postID=208989183822084694' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/208989183822084694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/208989183822084694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/2009/07/pra-depois.html' title='Pra depois'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040.post-7125337338618580407</id><published>2008-04-25T12:21:00.001-07:00</published><updated>2008-04-25T12:23:32.446-07:00</updated><title type='text'>Seleção de Espécie</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Computadores, automóveis, agricultura, eletricidade, tecnologias que nos possibilitaram resolver problemas e longevizar nossa existência na Terra. No começo da nossa história a expectativa de vida de um ser humano era cerca de 50 anos, enquanto que nos dias atuais essa expectativa chega em torno 80 anos, um aumento significativo, 30 anos a mais de vida! Isso sem contar na qualidade dessa vida: higiene, alimentação, lazer, informação e conforto que desenvolvemos ao longo dos anos. Existe uma causa simples pela qual conseguimos adiar nosso retorno ao nosso estado primitivo e inerte de outrora, o homem conseguiu, ao longo dos anos, “afrouxar” a pressão da seleção natural que atuava na espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente o que limita o crescimento de um ser vivo, ou seja, onde a seleção natural atua, são três elementos: recursos (alimento, água, material para fazer ninhos etc.), predadores (e parasitas) e espaço. Com a invenção da agricultura e a canalização de rios o homem resolveu seu primeiro problema, o de obter recursos vitais para a sobrevivência; a utilização de ferramentas garantiu soberania sobre os outros animais e por isso não teve mais que se preocupar com possíveis predadores, enquanto que os parasitas foram sendo combatidos com remédios cada vez mais eficazes; e por mais que tenhamos ocupado quase todos os ambientes da Terra, ainda há algum espaço disponível para termos mais pessoas. A bem da verdade é que todos os seres humanos caberiam em um cubo de 1km³, portanto espaço ainda não é problema. Sob esse prisma, vemos que a seleção natural, tão implacável no começo da civilização humana, já não exerce uma forte pressão seletiva no sentido de beneficiar a sobrevivência do mais apto, quase qualquer ser humano é capaz de transmitir seus genes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quais seriam os fatores que a pressão seletiva tenderia a beneficiar na espécie humana? Dentre outros fatores também importantes, privilegiarei um volume cerebral maior que o dos outros animais e nossa postura ereta sobre duas patas, o que liberou nossa mão com polegar opositor para construir ferramentas e arremessar objetos (nenhum animal arremessa objetos com a mesma destreza que nós humanos). Uma boa capacidade de comunicação nos permitiu ensinar aos nossos filhos tecnologias e conhecimento que foram passados por gerações a fio. Logo, os seres humanos foram selecionados no sentido de serem mais inteligentes e serem bons caçadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias atuais, no entanto, ser bom caçador e ter mais inteligência não prevê que você terá maior sucesso reprodutivo como no começo da civilização humana. Devido à descoberta da penicilina (alegoria para todos os avanços da medicina), da energia elétrica, do petróleo como combustível, a seleção genética na nossa espécie perdeu sua importância. Isso não quer dizer que o ser humano parou de evoluir no sentido estrito da evolução, mesmo porque evoluir significa simplesmente mudança. Também não quer dizer que ter genes diferentes no pool gênico da espécie não faz mais diferença, é importante ainda termos variabilidade, não sabemos o que nos aguarda no futuro. Mesmo assim, milhares de pessoas nascem todos os dias, muitos genes mutantes ruins e deletérios aparecem, mas, em muitos casos, não mais determinam a morte dos indivíduos portadores, graças à intervenção da medicina e das descobertas da ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço uma pausa aqui para esclarecer, antes que seja mencionado, que por mais que digam que o que existe hoje é uma seleção economia e não uma seleção natural, pode ser que seja uma afirmação equivocada. Concordo que ter dinheiro permite melhor cuidado parental, mas geralmente pessoas ricas têm um, dois ou nenhum filho enquanto que pessoas de baixa renda têm mais filhos, de 3, 4 ou mais. Os ricos então são estrategistas K (poucos filhos e muito cuidado parental) e os menos afortunados financeiramente são estrategistas R (muitos filhos e pouco cuidado parental). Vê-se então que nesse caso também não importa qual a sua renda, as chances de transmissão de genes na espécie humana não segue mais nenhum tipo de seleção, nem mesmo a econômica. Não estou entrando no mérito de qualidade de vida, e simplesmente de passagem dos genes para a próxima geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu então com os seres humanos que deveriam ser os mais adaptados da espécie humana no passado se eles não são mais selecionados positivamente pela seleção natural? Estão por aí vivendo entre todos os outros que não possuem essas características, mas que possuem outras que também são importantes no mundo de hoje. Os melhores caçadores do passado podem ser hoje atletas, ou corretores de imóveis, ou um motorista de ônibus, ou um engenheiro. Não existe por que eles estarem obrigatoriamente inseridos em um evento de esporte, mas pode ser que estejam. E se estiverem, provavelmente eles irão se sobressair sobre os outros, visto que eles têm maior vigor físico, maior capacidade pulmonar, mais músculos, maior quantidade de produção de hormônios esteróides, ou qualquer outra característica que fariam deles bons caçadores. Não me espantaria se os encontrasse entre os atletas que batem os recordes mundiais. Os mais inteligentes, por sua vez, poderiam ser um físico renomado, ou um fotógrafo, ou um guitarrista de uma banda de rock, ou uma atriz. Não necessariamente eles estarão inseridos em um evento intelectual, mas pode ser que estejam. E se estiverem, provavelmente vão contribuir significativamente para o conhecimento humano. Entre esses indivíduos se encontram Galileu, Mozart, Newton, Darwin, Einstein, e outros grandes gênios da humanidade; não me espantaria encontrá-los também entre os inventores dos microprocessadores, da fibra ótica e do telégrafo, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto onde quero chegar é que os seres humanos que tenderiam a passar seus genes adiante por terem sido os melhores adaptados no passado não realizam mais essa tarefa, eles permitem que toda a humanidade passe seus genes adiante de um modo mais efetivo ao descobrir tecnologias, meios de longevidade e qualidade de vida. A Ciência é o principal motor para que isso aconteça: a eletricidade, descoberta por Graham Bell, não fez com que ele passasse mais eficientemente seus genes adiante, mas sim os genes de toda a espécie humana! A penicilina, descoberta por Pasteur, fez com que as chances de cura por tuberculose, se tratada corretamente, passassem de zero a muito alta (60 milhões são infectados anualmente e cerca de 2,5 milhões morrem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que me admira ainda hoje, século XXI, com toda a informação existente, toda a história humana, toda a tecnologia, ainda haver pessoas que negligenciam a educação, o meio ambiente, a qualidade de vida, e a importância de reconhecermos as pessoas como iguais independentemente de credo, sexo e cor. As pessoas ainda se vêem surpresas ao ver um país ter como candidatos à presidência um negro e uma mulher quando deveriam achar normal que isso acontecesse. Talvez por isso eu seja meio pessimista em relação ao futuro da humanidade. A evolução do ser humano foi, dentre outras características, direcionada no sentido de um maior volume cerebral, conseqüentemente a um raciocínio mais apurado, e acho realmente um desperdício ver tantas pessoas relutantes na atividade de pensar. Não que pensar vá nos garantir mais descendentes, mas talvez assegure um planeta pra podermos viver no futuro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5857265254356340040-7125337338618580407?l=alefk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/7125337338618580407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5857265254356340040&amp;postID=7125337338618580407' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/7125337338618580407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/7125337338618580407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/2008/04/seleo-de-espcie.html' title='Seleção de Espécie'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040.post-1176632962550552169</id><published>2008-03-17T08:16:00.000-07:00</published><updated>2008-12-13T02:59:15.879-08:00</updated><title type='text'>Curriculum Vitae</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8POz2yEVH_I/R96OPhIJxnI/AAAAAAAAACY/b2rXuGudPYU/s1600-h/1096726.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178733018764396146" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8POz2yEVH_I/R96OPhIJxnI/AAAAAAAAACY/b2rXuGudPYU/s200/1096726.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todo mundo constrói uma história ao longo da vida, ela pode ser interessante, excitante, ou não, tudo depende das metas que você traçou e do que conseguiu ou não realizar. Quando sentamos na varanda numa tarde de sol e olhamos para trás, cansados, avaliamos se nossa vida foi boa ou não baseado nas nossas experiências e acontecimentos marcantes. É o nosso currículo de vida. Aquele que a gente conta para os netos com orgulho, ou que os amigos contam nas rodas para te envergonhar. Por exemplo, tenho um amigo que roubou um pino de boliche (longa história) e um outro que, quando bêbado, chamou uma policial de gostosa. São essas as experiências que engrandecem e que, no final das contas, valem a pena. Existem certas coisas que devem ser feitas antes de morrer, subjetivamente falando, e listarei o meu currículo com as características que eu considero importantes e coisas que ainda faltam completar (fiz uma lista modesta e realizável).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já andei de navio&lt;br /&gt;Já fui no oktoberfest em Blumenal&lt;br /&gt;Já fui no carnaval de rua em Diamantina&lt;br /&gt;Já morei fora&lt;br /&gt;Já nadei em rio com cachoeira&lt;br /&gt;Já bebi de não me lembrar de nada no dia seguinte&lt;br /&gt;Já fui em um parque aquático&lt;br /&gt;Já fui a um luau&lt;br /&gt;Tive uma banda e me apresentei pra uma galera me assistir&lt;br /&gt;Toquei piano&lt;br /&gt;Fiz guerra de travesseiro&lt;br /&gt;Já fui em festa do chapéu, festa da etiqueta e festa do pijama (do cabide ainda não!)&lt;br /&gt;Tenho uma tatuagem&lt;br /&gt;Já me apaixonei&lt;br /&gt;Já andei de kart&lt;br /&gt;Comi marshmallow derretido na fogueira&lt;br /&gt;Já fui num show de rock internacional&lt;br /&gt;Já joguei futebol na chuva&lt;br /&gt;Dei um soco bem dado em alguém&lt;br /&gt;Já entrei no mar à noite de roupa&lt;br /&gt;Já transei no elevador&lt;br /&gt;Fui num jogo do Brasil&lt;br /&gt;Apertei a campainha de uma casa e saí correndo&lt;br /&gt;Já encontrei uma ex e tive uma recaída&lt;br /&gt;Já matei aula&lt;br /&gt;Já colei em uma prova&lt;br /&gt;Terminei um jogo difícil de vídeo game&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fiz bunda-lê-lê&lt;br /&gt;Já fiz guerra de bexiga d’água&lt;br /&gt;Já invadi um hotel e fui escoltado pra fora&lt;br /&gt;Já fiz apostas do tipo “vamos ver quem fica com mais meninas essa noite”&lt;br /&gt;Já mandei um xaveco tosco&lt;br /&gt;Fiz uma música&lt;br /&gt;Tive um bicho de estimação&lt;br /&gt;Já empinei pipa&lt;br /&gt;Já ganhei uma medalha de honra ao mérito&lt;br /&gt;Dirigi no autódromo de Interlagos&lt;br /&gt;Já andei de avião&lt;br /&gt;Já vi uma pessoa famosa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dos importantes que eu me lembro foram esses, mas ainda faltam algumas coisas para realizar:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pular de pára-quedas&lt;br /&gt;Fazer rapel, bungee jump e rafting&lt;br /&gt;Ir no Hopi Hari (Disney também)&lt;br /&gt;Escrever um livro&lt;br /&gt;Andar de balão de ar quente&lt;br /&gt;Pisar nos 5 continentes&lt;br /&gt;Plantar uma árvore&lt;br /&gt;Esquiar&lt;br /&gt;Rolar rua abaixo dentro de um pneu&lt;br /&gt;Nadar pelado&lt;br /&gt;Correr da polícia&lt;br /&gt;Andar de carrinho de rolimã (é, isso é um pecado eu ainda não ter feito)&lt;br /&gt;Contribuir em todas as belas artes (mesmo que mal e porcamente)&lt;br /&gt;Ir a um swing&lt;br /&gt;Ir num paintball&lt;br /&gt;Ir a um rodeio&lt;br /&gt;Surfar (ou pelo menos tentar)&lt;br /&gt;Passar dos 160km/h &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dar um cavalo de pau (sou cagão pra isso)&lt;br /&gt;Aula de dança&lt;br /&gt;Aprender umas 3 línguas fora o português&lt;br /&gt;Acampar&lt;br /&gt;Aprender a tocar saxofone&lt;br /&gt;Conhecer pelo menos todas as capitais dos estados brasileiros&lt;br /&gt;Ver pelo menos uma das 7 maravilhas do mundo moderno,&lt;br /&gt;Passar a mão em um golfinho&lt;br /&gt;Fazer um curso de mergulho&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Humildes e realizáveis. Ter muito dinheiro é muito vago, o importante é ter foco e priorizar o que se quer fazer. Não sei como terminar esse post...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5857265254356340040-1176632962550552169?l=alefk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/1176632962550552169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5857265254356340040&amp;postID=1176632962550552169' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/1176632962550552169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/1176632962550552169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/2008/03/curriculum-vitae.html' title='Curriculum Vitae'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8POz2yEVH_I/R96OPhIJxnI/AAAAAAAAACY/b2rXuGudPYU/s72-c/1096726.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040.post-4443357086540562210</id><published>2008-03-06T19:02:00.000-08:00</published><updated>2008-12-13T02:59:16.089-08:00</updated><title type='text'>A justiça tarda... e por enquanto é só</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8POz2yEVH_I/R9CxjFOJb7I/AAAAAAAAACQ/FrIsR2mWTsM/s1600-h/justica_celula.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8POz2yEVH_I/R9CxjFOJb7I/AAAAAAAAACQ/FrIsR2mWTsM/s320/justica_celula.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174831188103753650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na figura se vê um punhado de jóias representando de um lado o clero católico e do outro um tecido estranho representando células tronco. Essa imagem se refere à lei que seria votada dia 05/03/08 e que foi adiada pelo Supremo Tribunal. Acho que agora fica claro por que a discussão religiosa por parte dos biólogos é importante e, ainda hoje, pertinente. A Veja dessa semana traz uma entrevista com a bióloga &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Mayana&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Zatz&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;diretora&lt;/span&gt; do Centro do Genoma Humano na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;USP&lt;/span&gt;, esclarecendo fatos como que os embriões que seriam utilizados para estudo, seriam aqueles não  usados em clínicas de fertilização &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;in&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;vitro&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;(bebê de proveta), ou seja, os que não seriam implantados no útero da provável mãe. Se esses embriões são vida, como os religiosos alegam ser, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;mantê&lt;/span&gt;-los em um tubo infringiria a lei de cárcere privado, e jogá-los fora seria assassinato! Jogar fora e matar todos os embriões pode, fazer estudos com eles (que resultará em morte) não. Esse tipo de incongruência, tão normal na igreja, é um problema que entrava  estudos de uma tecnologia que poderia combater diabetes, Mal de Parkinson, Alzheimer, doenças degenerativas, entre outras. Quando os outros países tiverem desenvolvido a técnica (porque a sociedade é realmente laica), teremos que pagar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;royalties&lt;/span&gt; para eles, sendo uma fortuna de tratamento. Acho difícil que se alguém souber que existe uma cura pra doença degenerativa que sua mãe, sua esposa, seu filho tenha, e que não pode ter acesso porque é caro demais, irá aceitar de bom grado que é a vontade de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, um trecho de um texto que achei na internet:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Primeiro, a lei só liberou os estudos e as terapias do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;gênero&lt;/span&gt; com embriões descartados, por inviáveis, nas clínicas de reprodução assistida ou congelados há no mínimo três anos. (Permitida no exterior, a clonagem terapêutica, obtenção de células-tronco a partir de outros tipos de embriões, é expressamente proibida na lei brasileira.) Ora, observam os cientistas, um embrião sem nenhuma chance de ser implantado em um útero, cujo destino inexorável, portanto, é o lixo, ou um embrião congelado, que aos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;genitores&lt;/span&gt; não mais interessa implantar, em hipótese alguma poderia ser considerado vida, ou vida em potencial.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aliás, mesmo no útero, na reprodução natural, a implantação do embrião só ocorre a partir do 6º dia - e os biólogos trabalham com aglomerados celulares (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;blastocistos&lt;/span&gt;) de até 5 dias. Segundo - e mais importante ainda -, é a Igreja, não a Constituição, que estabelece que a vida se inicia no ato da concepção. Muitos dos mais respeitados cientistas pensam que, nos organismos complexos, a vida começa quando começa a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;atividade&lt;/span&gt; cerebral e termina quando ela cessa. Para outros, a vida humana, diferentemente da vida em geral, começa com a autoconsciência e se extingue quando ela se perde. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De todo modo, a equação posta diante do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;STF&lt;/span&gt; é outra: não lhe compete definir o que é vida, mas decidir se as leis (que valem para todos), se o Estado (laico) e se a sociedade (com os seus adeptos de diversos credos, os seus agnósticos e ateus) devem se pautar pelo que determinada religião entende ser o início da vida&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo com o texto que tirei de um Blog¹ (e a figura também). Não poderia colocar de forma mais elegante o caso. Meu problema com a religião é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;exatamente&lt;/span&gt; esse, eles querem impor as regras do "clube" deles em nós que não compartilhamos de suas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;idéias&lt;/span&gt; e que não fazemos parte desse "clube", como acredito já ter dito em um texto anterior. Não me importa no que você acredita, desde que não atrapalhe a vida dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;¹&lt;/span&gt; - http://ceticismo.wordpress.com/2008/03/05/celulas-tronco-a-decisao-so-pode-ser-uma/&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Obs: Fiz um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;apud&lt;/span&gt; do texto porque a fonte original é o jornal Estado de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5857265254356340040-4443357086540562210?l=alefk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/4443357086540562210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5857265254356340040&amp;postID=4443357086540562210' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/4443357086540562210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/4443357086540562210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/2008/03/na-figura-se-v-um-punhado-de-jias.html' title='A justiça tarda... e por enquanto é só'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8POz2yEVH_I/R9CxjFOJb7I/AAAAAAAAACQ/FrIsR2mWTsM/s72-c/justica_celula.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040.post-3751070736563200560</id><published>2008-02-19T06:15:00.000-08:00</published><updated>2008-02-29T05:30:14.791-08:00</updated><title type='text'>Meu projeto de mundo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cansei! Cansei desse mundo imperfeito que Deus projetou pra nós! Que espécie de arquiteto ele é pra projetar um mundo desses? Ele se formou na Poli, só pode ser. Eu, um reles mortal, projetaria um mundo melhor, e mais igualitário. Claro que tem gente que vai mencionar aquela velha história de que Eva foi banida do paraíso por comer a maçã e por isso estamos nesse mundo de merda. Mas deixando a historinha de que o mundo surgiu em 7 dias, que Adão surgiu do barro e a mulher da costela dele (que nem de longe é comprovada por fatos), vamos pensar em um Deus que criou o universo lá no início dos tempos e não interveio mais depois, deísmo de Voltaire e Diderot.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Esse negócio de presa e predador, por exemplo. De um lado os predadores com seus dentes afiados, garras, coloração que imita o ambiente, tudo pra conseguir capturar a presa. Do outro lado a presa tem pernas compridas pra fugir, com coloração específica pra se camuflar e não ser vista. De que lado Deus está, afinal? Se for do lado pra predador, por que dar pernas rápidas às presas? E se estiver do lado da injustiçada presa que nada faz além de se alimentar, fugir e se reproduzir, por que dar dentes e garras tão mortais aos predadores? &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por falar em dentes, eu também não criaria a cárie. Hoje em dia não temos muitos problemas com isso porque temos dentista, escova e pasta de dente. Muitos crânios de hominídeos, no entanto, são encontrados com alguns dentes a menos, provavelmente devido à perda deles por complicações odontológicas. Isso foi um problema até a idade média. Deus poderia ter criado alguma substância na nossa saliva capaz de matar bactérias, assim como existe na lágrima; desse modo as bactérias causadoras de pequenos orifícios nos dentes não poderiam proliferar na nossa boca. Por que ele não pensou nisso? E se pensou, ele só criou a cárie para causar dor?&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por que as abelhas têm de deixar parte de seus órgãos internos quando ferroam algum animal e por conseqüência acabam morrendo? Poderíamos argumentar que elas o fazem porque Deus pensou em um modo de puni-las caso elas se mostrassem agressivas demais. Justo. Mas então por que as vespas ferroam suas vítimas sem nenhum tipo de repreensão? Será que Ele queria privilegiar esses animais em detrimento das injustiçadas abelhinhas? Estranho. No meu mundo as abelhas não morreriam ao picar os malvados ursos e outros animais como seres humanos que vão roubar mel! Aliás, elas não picariam, dividiriam de bom grado a grande quantidade de mel de que elas dispõem.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Bom, pra resolver o problema de alimentação no mundo eu faria com que todos os animais fossem herbívoros. Nada mais de comer carne e matar animais porque eles têm sentimentos, não é mesmo (Têm mesmo?)? As plantas, então, não poderiam mais ser duras, nem ter espinhos, nem veneno, nem ter sílica que serve pra desgastar os dentes dos herbívoros, nem serem de difícil acesso. Pra que essa dificuldade toda? Eu faria uma planta macia e suculenta como uma alface, ela cresceria em qualquer clima e teria um gosto espetacular! Não é perfeito? Além disso, ainda colocaria nela todas as vitaminas, sais minerais, carboidratos e proteínas, pra não precisar ficar matando animal por proteína, e ela cresceria que nem mato para não precisarmos ficar tendo tanto trabalho pra encontrar comida. Outra alternativa ainda, seria fazer com que nosso corpo pudesse produzir todos os aminoácidos, inclusive os essenciais, assim eu não precisaria obtê-los através de alimentos protéicos (animal) e poderia produzir todas as proteínas a partir de gordura e glicose. Mas prefiro ficar com minha alface perfeita. Temos que levar em conta ainda que nenhum animal digere celulose. Se as plantas são tão abundantes, por que nenhum animal produz uma enzima que digere o mais abundante carboidrato do planeta? Só algumas bactérias e alguns protozoários flagelados ficam com o direito? Não é justo! Se eu fosse o arquiteto eu faria a enzima celulase animal e todos os animais a teriam. Assim os homens não precisariam mais ficar matando animais de forma tão cruel como eles fazem, poderíamos viver só de plantas.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os vírus não existiriam. Quem foi que inventou eles? São uns preguiçosos que se reproduzem às custas dos outros! Eles e os parasitas, seriam todos banidos! Os primeiros seriam as vespas que paralisam aranhas com seu veneno e colocam seus ovos dentro delas; as larvas provenientes desses ovos comem a aranha viva, por dentro, lentamente, por dias a fio! Que projetista pensou nisso? Que mente doentia! Sem falar no protozoário da malária que provoca febre de 40º por destruir nossas hemácias, ou os protozoários da Doença de Chagas que comem o músculo cardíaco, ou o bacilo da tuberculose que faz com que cuspamos nosso pulmão pra fora. Não, parasitas não existiriam no meu projeto, cada um teria que conseguir viver por seu mérito próprio.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se o grande projetista podia fazer qualquer coisa, por que fez tudo tão mal-feito? Pra que tanta estrela, planeta, buracos negros, se a gente não pode ver tudo e se elas não fazem diferença pra nós? E pra quê nove planetas no sistema solar (Plutão ainda é planeta pra mim por motivos emotivos) se Deus ia colocar vida em um só? Se comida fosse disponível para todos, assim como água, uma grande parte da discórdia mundial já seria evitada. Será que o projetista não pensou nisso tudo? Ou será que simplesmente não existe um projetista? &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Engraçado que se a gente pensar que o mundo não é perfeito exatamente porque não existe um projetista, tudo faz mais sentido. As presas e os predadores surgiram por co-evolução, um evoluindo no sentido de vencer o outro. Por isso quando um evolui no sentido de ser rápido na fuga, o outro evolui em se camuflar no ambiente pra chegar perto da presa sem ser notado. Se pensarmos que as cáries se devem a bactérias que encontraram alimento em um ambiente onde outros seres não vivem e portanto não têm competidores, pensar que ela foi criada deliberadamente por um projetista não faz tanto sentido.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As abelhas possuem o ferrão ligado aos órgãos internos porque certamente é melhor do que não possuir nenhum elemento de defesa para a proteção do seu precioso mel. No entanto, elas não podiam simplesmente criar um órgão especial pra isso, elas precisariam esperar que mutações aleatórias surgissem e que a seleção natural, aos poucos, fosse selecionando as que eram vantajosas. Infelizmente no caso da abelha, o acaso fez com que o único elemento de defesa fosse uma prolongação dos órgãos, em forma de gancho. Sem contar que o ferrão vermelho que entra na pele e aos poucos pulsa o veneno dentro da vítima são os próprios órgãos internos da abelha! Se ela não os expelisse, morrendo em seguida, o veneno não seria tão eficiente pra afugentar o invasor. Mas por que ela tem que morrer pra realizar tal feito e a vespa não precisa? Porque a seleção natural teve que lidar com o que já existia. A abelha evoluiu num sentido e a vespa em outro, não necessariamente no mais perfeito, mas no melhor possível para ela no momento. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se existe uma demanda tão grande de planta, por que nenhum animal consegue digerir? Eles tiveram que fazer associações com outros organismos que conseguiam quebrar a celulose para conseguir se alimentar da parede celular dos vegetais. As plantas, por sua vez, evoluem no sentido de impedir que sejam comidas através de espinhos, veneno, látex e sílica que desgasta o dente (entre outros mecanismos de defesa). Os animais evoluem no sentido oposto, como o caso do elefante, que possui três molares gigantescos que vão se desgastando ao longo da vida pelo atrito da sílica da planta com o dente. É quase como mastigar areia. Quando os dentes se desgastam por completo, o elefante não pode mais comer e morre. Não faz sentido pensar que um projetista colocaria, deliberadamente, um empecilho no que certamente vai servir de alimento para o elefante e para outros herbívoros. E o elefante morre de fome! Que espécie de projetista pensaria em fazer um animal que é predestinado pra morrer de fome?&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os vírus e os parasitas se aproveitam de vida já existente pra sobreviver (no caso dos vírus apenas para se replicar). Não existe um porquê de se fazer organismos parasitas, era mais fácil construir animais que pudessem viver independentemente um do outro. Eles existem apenas porque na evolução eles ocuparam um nicho que nenhum outro animal ocupava, podendo sobreviver sem competidores. E ser parasita não é pra qualquer um não! Existe um grupo, o dos Cycloneuralia, que possui uma película de proteção contra o ataque do sistema imunológico do hospedeiro. Nesse grupo se encontram os nematelmintos, lombrigas por exemplo. Não é qualquer animal que pode ser parasita, muitos podem cair no nosso trato digestivo, mas só alguns poucos conseguem sobreviver. Faz todo sentido eles existirem por evolução, mas não por criação consciente. A não ser que você fosse um projetista sádico que gostaria de ver alguns animais, até mesmo humanos, sofrendo enquanto outro organismo cresce em seu interior, às suas custas.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Existem outros exemplos como: Por que colocar olhos atrofiados em animais que vivem em cavernas se eles não vão usar nunca, ao invés de fazer animais sem olhos de uma vez? (Pela evolução, os ancestrais tinham olhos e não usavam, por isso atrofiaram); Por que colocar fendas branquiais no embrião de seres humanos se somos animais estritamente terrestres? (O ancestral dos cordados tinha fendas branquiais que se mantém como órgão vestigial até hoje). Foram poucos exemplos, mas se olharmos atentamente para a natureza, podemos ver que tudo nela faz mais sentido à luz da evolução e da seleção natural do que da criação consciente, exatamente porque por mais que achemos que a natureza é perfeita, se pararmos pra analisar, veremos que ela não é. Ela continua sim sendo fantástica e objeto de nosso fascínio, mas não perfeita. Se um criador com tanta onisciência e onipotência poderia fazer algo tão perfeito e não o fez, ele é, no mínimo, incompetente! Por outro lado, se pensarmos que a evolução se deu sem um propósito, ao acaso, essas imperfeições seriam completamente plausíveis e aceitáveis, afinal de contas, não havia ninguém ditando as regras (a não ser a seleção natural).&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por fim, se ainda formos pensar num ser supremo que criou o universo ele com certeza não é tão bom quanto as religiões pregam. Se ele foi capaz de criar animais que se alimentam de outros enquanto estão vivos, ou animais que estão predestinados a morrer de fome, ele deve ser ou um cara realmente malvado, ou um ser possuidor de um humor muito negro.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5857265254356340040-3751070736563200560?l=alefk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/3751070736563200560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5857265254356340040&amp;postID=3751070736563200560' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/3751070736563200560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/3751070736563200560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/2008/02/meu-projeto-de-mundo.html' title='Meu projeto de mundo'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040.post-6201092557637733888</id><published>2008-02-11T07:24:00.000-08:00</published><updated>2008-02-11T07:26:50.568-08:00</updated><title type='text'>Só mais um conto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era sempre a mesma coisa, o que você veio fazer, quanto tempo vai ficar, vamos sair um dia desses. Já não tinha paciência para conhecer novas pessoas, visto que havia há algum tempo tinha feito alguns amigos sólidos, com os quais morava. Depois de um mês essas pessoas iam-se e novas viriam contar exatamente as mesmas coisas, com a mesma empolgação que os que partiram tinham quando chegaram. Chega uma idade da vida da pessoa em que ela acha, ingenuamente, que já conheceu todos os tipos de pessoas, que ninguém mais irá lhe causar grande impacto. Sentia saudade dos seus velhos amigos, passou a dar importância para a família. Sentia-se novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele começo de mês, tudo se renovava, como de costume. Novos membros se incorporaram à fantasia da cidade, à rotina semanal, ao deslumbramento passageiro; outros partiam para nunca mais serem vistos. Ia-se arrastado ao seu compromisso diário, que já tratava displicentemente. Era, no entanto, um compromisso, deveria honrá-lo. A passos pesados, lutando contra o vento frio entrando por debaixo do cachecol, o único conforto era o cheiro do ar gelado de que ele tanto gostava. Tinha um gosto peculiar por pequenos prazeres. Gostava do chuvisco molhando seu cabelo, gostava de ver as pessoas de preto, mal vestidas por roupas de grife, gostava de se sentir livre do julgamento de olhos curiosos ao seu lado. Estava confortável em seu pequeno exílio interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprou um café para espantar o sono e o frio, gostava de um bom café logo de manhã. Seguiu seu rumo, digitou a senha para entrar, preferiu as escadas ao elevador. Chegando à classe, foi conhecer as pessoas que destinaram a ele esse ano, além dos amigos feitos já há algum tempo, haveria de ter novos rostos. Atrasado como de costume, analisou as possibilidades, julgou as aparências, se deteve ao seu mundinho confortável de sempre. Não queria mesmo se envolver. Era, apesar de muito observador, uma pessoa que não gostava de se misturar, não deixava as pessoas entrarem em sua vida facilmente, todas eram desinteressantes até que se provasse o contrário. Ao longo do dia, no entanto, percebeu um olhar, um sorriso diferente vindo de uma garota do outro lado da sala, mas esta não lhe atraiu. Usava uma camiseta da faculdade que ela cursava, o que mostrava que era brasileira, e ligeiramente afortunada financeiramente. Tinha um sorriso bonito que se acentuava por uma covinha na bochecha direita, olhos bem delineados, cabelo castanho incrivelmente liso e bem cuidado. Era bonita, mas não tinha sido realmente atraído por ela; não à primeira vista, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos toda a barreira é sobrepujada. Em meio à necessidade de se comunicar, aquele primeiro sorriso reaparece como algo intrigante, que aguça seu instinto inquisidor. Queria saber sobre o que pensava, do que gostava e, principalmente, do que ela não gostava. Tinha para si que se impressiona mais pelos defeitos que não possui do que pelas qualidades que se tem. Somente não ter defeitos não é suficiente, obviamente, tem de haver também algo a mais, algo que o diferencie, alguma qualidade que satisfaça. O mistério que o circundava por ser calado e reservado resolvia o problema de forma bem razoável, tornava-o diferente dos demais. Esforçava-se para manter essa imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começaram então a ser amigos, ela era interessante afinal. Gostavam de conversar um com o outro, tinham já aquela cumplicidade no olhar, típica de amigos de longa data. Olhavam um para o outro, com um sorriso de conhecimento de causa, entre risadas sinceras, curiosidade e admiração. Tinham gostos em comum. Gostava de ouvi-la, o que não era corriqueiro; mais estranho ainda era que ele, na sua anti-socialidade costumeira, desatava a dizer das suas coisas, talvez por saber que ela se importava e se interessava pelo o que ele tinha a dizer. Dias e dias de encontros, os dois lados teimando por um empate, nenhum dos dois dava o braço a torcer. Não ousariam ceder. Foram ao teatro, em assentos distantes, apesar de ele esperar angustiadamente sua chegada. Esforçava-se para não deixar transparecer suas emoções. Saíram outras vezes e o sentimento ia crescendo, se fortalecendo. Sentia-se, no entanto, inseguro. Achava-a linda, independente e incrivelmente interessante, não imaginava encontrar alguém como ela, uma parte nova em sua vida já não tão segura, como uma flor colorida no seu mundinho preto e branco. Talvez fosse sua insegurança que o impedia de dizer tudo isso a ela, talvez fossem fantasmas de relacionamentos passados que todos carregam consigo e que atormentam até mesmo as almas mais seguras de si que o impelia a não tomar uma atitude. Não se sabia direito os motivos, mas levava a situação sem muita pretensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inevitável tenderia a florescer. Um daqueles encontros nada fabricados, pouco calculados, em que o momento certo para que as coisas aconteçam nunca fica bem delimitado até que aconteçam de fato. Uma situação nada planejada que culminou em um perfeito fim. De um encontro de muitas variáveis e muitos personagens, restaram apenas os atores principais, que se preparavam para o último ato. No princípio tudo era meio nebuloso, uma sensação de incredulidade com um misto de conquista, mas tudo se encaixou bem, como num roteiro, e ele constatou que, por mais inusitado que fosse, tivera sido bom, incrivelmente bom. Ao som de uma banda ao vivo que tocava a música favorita da garota, engolfou um gole de coragem e, num beijo demorado e ousado, de entrega, selava aquela química perfeita que emanava dos dois. Haviam cedido à vontade maior, mesmo inesperada, deixando-se levar por aquele momento raro, por àquela afinidade ímpar, que duraria o tempo de um romance de verão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5857265254356340040-6201092557637733888?l=alefk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/6201092557637733888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5857265254356340040&amp;postID=6201092557637733888' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/6201092557637733888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/6201092557637733888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/2008/02/s-mais-um-conto.html' title='Só mais um conto'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040.post-3450869573445989914</id><published>2008-02-07T12:34:00.000-08:00</published><updated>2008-12-13T02:59:16.324-08:00</updated><title type='text'>O sentido da vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8POz2yEVH_I/R6tt4Wlp3rI/AAAAAAAAACI/HChnceUmU2g/s1600-h/casal4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164342212614020786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8POz2yEVH_I/R6tt4Wlp3rI/AAAAAAAAACI/HChnceUmU2g/s200/casal4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo bem então, dando prosseguimento ao texto anterior, a presença dos seres humanos na Terra é pura sorte. A vida, por outro lado, não é, ela é uma decorrência natural das leis da química e da física dentro de certas condições específicas. Então aquelas velhas questões sobre “Qual o sentido da vida?”, “Para que estamos aqui?”, que as religiões insistem em dizer que a ciência não consegue responder, ganham outro caráter. Elas simplesmente não fazem sentido de serem perguntadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos aos primórdios da história da vida na Terra. Existia algo que poderia ser chamado de precursor da célula, um punhado de moléculas que possuíam a capacidade de se dividir e produzir cópias fiéis de si mesmas. Agora imaginem que essa protocélula (nome que eu dei pra esse ser precursor da vida) esteja nadando tranqüilamente quando resolve dividir. Resolve dividir? Acredito que esse indivíduo não resolveu dividir, mesmo porque não tinha motivo aparente para ele fazer isso (nem mesmo se tratava de um indivíduo). Ela não o fez para perpetuação do seu genoma, as bactérias vivem indefinidamente, não precisam se dividir como organismos que fazem reprodução sexuada. Ela simplesmente dividiu por nenhum motivo. Provavelmente a divisão ocorreu por uma necessidade daquela protocélula no sentido de se tornar mais estável, bioquimicamente falando. Percebem que não faz sentido fazer a famigerada pergunta “Qual o sentido da vida”? Ninguém disse que ela necessariamente precisa ter um sentido. Não precisa. Portanto a ciência não responde essa pergunta porque, em primeira instância, ela não tem nem porquê ser perguntada! A pergunta certa a se fazer seria: “A vida necessita de um sentido?” E a resposta seria um não bem enfático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda pergunta “Para que estamos aqui?” também é algo que não faz sentido, visto que a presença do ser humano no planeta é totalmente fortuita (ver texto anterior). Então não temos que estar aqui por algum motivo. Nossa idéia antropocêntrica de importância é que nos dá essa falsa impressão. É bem verdade que pro universo a sua presença, ou a minha, ou a de toda a humanidade não faz diferença nenhuma, mas para as pessoas ao meu redor, a minha existência faz muita diferença , e isso basta! Não precisamos de uma importância maior que essa, ser importante para as pessoas de que gostamos é completamente satisfatório. Pelo menos pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que para muitas pessoas essa idéia soe estranha e até assustadora. Tenho um amigo que dizia que se ele acreditar que não existe nenhum sentido na nossa existência, ele faria sempre o que quisesse, sem moral nem ética, poderia se matar, entre outros absurdos. Claro que ele teria que lidar com as conseqüências dos seus atos. Mas tem uma parte que eu acho que eu não entendi: Com qual raciocínio ele diz que não existir um sentido específico para nossas vidas faz com que tenhamos obrigatoriamente que nos tornar seres anárquicos e amorais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, como viver bem com a idéia de que não há um sentido pra vida e que não há motivo para nós humanos estarmos aqui? É simples. Como não há um sentido específico, isso significa que temos liberdade incondicional sobre qual sentido nossa vida virá a ter. Claro que lidamos com as conseqüências dessa escolha, roubar tem uma conseqüência direta que seria punida de acordo com as leis da sociedade. No entanto, se nos dedicamos a ajudar, a organizar, a fazer o mundo ao seu redor funcionar de uma forma harmoniosa, isso trará conseqüências imediatas e de mesmo caráter! Eu sei que essas palavras que usei parecem as que são usadas em livros de auto-ajuda, e na verdade acho que são mesmo, mas a idéia não é fazer você se sentir melhor com o fato da vida não ter um sentido, é apenas de você aceitar que as coisas são assim e conseguir lidar com isso. Aceitação é o primeiro passo. Ou aceitamos que temos todo dia que trabalhar e tentamos tirar algum proveito, alguma diversão, ou reclamamos sobre isso todos os dias de nossas vidas. Se eu achar que meu sentido é compor músicas, pintar quadros, aplicar dinheiro na bolsa de valores, qualquer que seja ele, ele é válido! E se algum dia eu me cansar do sentido que eu escolhi, eu posso simplesmente escolher outro, pois cada um faz seu próprio sentido da vida. E essa é a beleza da vida, ser livre pra escolher!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra terminar esse texto de auto-ajuda para ateus, deixo duas frases que hoje se encontram no meu profile do orkut, que são muito coerentes porque se pensarmos em todos os espermatozóides do seu pai que tentaram fecundar o óvulo da sua mãe, de milhões e milhões, você foi o único que conseguiu vingar, dentre tantos indivíduos em potencial que morreram. Então simplesmente aproveite o que o acaso te deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Nós vamos morrer, e isso nos torna afortunados. A maioria das pessoas nunca vai morrer, porque nunca vai nascer. As pessoas potenciais que poderiam estar no meu lugar, mas que jamais verão a luz do dia, são mais numerosas que os grãos de areia da Arábia. Certamente esses fantasmas não nascidos incluem poetas maiores que Keats, cientistas maiores que Newton. Sabemos disso porque o conjunto das pessoas permitidas pelo nosso DNA excede em muito o conjunto de pessoas reais. Apesar dessas probabilidades assombrosas, somos eu e você, com toda a nossa banalidade, que aqui estamos..."¹&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós, uns poucos privilegiados que ganharam na loteria do nascimento, contrariando todas as probabilidades, como nos atrevemos a choramingar por causa do retorno inevitável àquele estado anterior, do qual a enorme maioria jamais nem saiu?"²&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;¹ – “Desvendando o arco íris”, Richard Dawkins&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;² – “Deus, um delírio”, Richard Dawkins&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5857265254356340040-3450869573445989914?l=alefk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/3450869573445989914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5857265254356340040&amp;postID=3450869573445989914' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/3450869573445989914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/3450869573445989914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/2008/02/tudo-bem-ento-dando-prosseguimento-ao.html' title='O sentido da vida'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8POz2yEVH_I/R6tt4Wlp3rI/AAAAAAAAACI/HChnceUmU2g/s72-c/casal4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040.post-2336881576272255138</id><published>2008-01-31T19:26:00.000-08:00</published><updated>2008-01-31T19:43:12.649-08:00</updated><title type='text'>Mudança na roupagem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É, confesso. Vi um blog de um amigo meu e ele mudou todo o layout, fiquei com inveja (inveja boa, seja lá o que isso signifique) e resolvi mudar também. Eu nem sabia que podia fazer isso! Agora eu vou mudar até encontrar o ideal, que é muito dificíl. E vou mudar muitas vezes ainda o título, que ainda não é o ideal também. Também tentarei colocar figuras nos textos. Tá começando a dar trabalho isso aqui...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5857265254356340040-2336881576272255138?l=alefk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/2336881576272255138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5857265254356340040&amp;postID=2336881576272255138' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/2336881576272255138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/2336881576272255138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/2008/01/mudana-na-roupagem.html' title='Mudança na roupagem'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040.post-7285356130269878151</id><published>2008-01-24T09:48:00.000-08:00</published><updated>2008-12-13T02:59:16.471-08:00</updated><title type='text'>Um breve relato sobre a improbabilidade da vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8POz2yEVH_I/R6KEcmlp3lI/AAAAAAAAABQ/J52i4hkwS04/s1600-h/agua+viva.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161833749849693778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8POz2yEVH_I/R6KEcmlp3lI/AAAAAAAAABQ/J52i4hkwS04/s320/agua+viva.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma discussão recorrente na biologia é o quão improvável é a existência da vida neste planeta. Ou em qualquer outro planeta. Dizem que é obrigatoriamente necessária a existência de uma inteligência maior pra ter criado os primeiros seres porque eles não poderiam simplesmente surgir ao acaso a partir de moléculas não-vivas. Quero discorrer um pouco sobre isso com alguns exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, primeiramente, não sei se todos conhecem Oparin, o biólogo que enunciou a mais aceita teoria sobre origem da vida. Ele enunciou de uma forma convincente e científica como a vida poderia ter surgido a partir de moléculas mais simples para moléculas mais complexas. O experimento dele foi baseado a partir de deduções de como era a atmosfera primitiva da Terra, baseado em observações de atmosferas dos nossos planetas vizinhos, e em eventos que aconteciam nos primórdios da formação do nosso planeta. Havia na nossa atmosfera metano, gás hidrogênio, amônia e vapor de água. Quando esses quatro elementos são submetidos aos raios ultravioletas do sol e a raios elétricos provenientes de tempestades, surge (até mesmo no laboratório) matéria orgânica. Essas moléculas de matéria orgânica então iriam se aglutinando, formando compostos orgânicos mais complexos, se concentrando em mares de matéria orgânica – chamado de caldo primordial – até que um dia surgiria a vida. Muita gente acha isso improvável demais pra acontecer, e à primeira vista é mesmo. Mas se analisado a fundo dado um tempo muito grande para que esse evento ocorra, ele se torna até muito viável, como uma conseqüência natural das leis da física e da química.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estatística é uma boa ferramenta pra dizer o que é provável e o que não é provável de acontecer. Ela pode ainda dizer se as chances de acontecer um evento são tão remotas que beiram o impossível, mas acho que a gente se esquece do que a gente realmente observa no mundo real e acaba achando que a estatística é uma verdade absoluta. É como achar que se algo não pode ser encontrado no google quer dizer que tal coisa não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo é a formação de um átomo de carbono. Teoricamente, um único átomo de carbono é algo tão inviável de acontecer que se os físicos nunca vissem um, iriam achar absolutamente normal. No entanto o carbono é a base de toda a vida do planeta, todos os seres vivos possuem muitos mols desse átomo. Não é porque algo é improvável de acontecer que esse algo não aconteça. O carbono só é produzido no interior de estrelas, em cometas e em atmosferas de planetas porque provavelmente nesses lugares, algo propicie a sua formação. A estatística não dita regras, só mostra a viabilidade de eventos ocorrerem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu jogo na mega-sena de vez em quando. Sei o quão improvável é a chance de eu ganhar, mas é mais pela diversão do que pela expectativa de acertar os números, pelo menos no meu caso. A chance de se acertar as 6 dezenas do jogo é de 1 em 50.063.860. Teoricamente, se eu jogasse 50 milhões de vezes na mega sena com os mesmo números um dia eu iria ganhar, estatisticamente falando. Mas há ainda um outro aspecto nessa informação. Hoje os sorteios da mega-sena ocorrem duas vezes por semana, de quarta e de sábado. Algumas vezes o prêmio acumula, mas raramente acumula muito. Não acho absurdo pensar que, por mês, uma pessoa venha a ganhar na mega-sena. Se pensarmos que existem 8 sorteios no mês e uma pessoa ganha a cada mês, logo a cada 8 sorteios, uma pessoa ganha. Uma estatística surpreendente, 1/8 de chance de alguém ganhar! Mas então isso quer dizer que em um mês, jogando toda vez com os mesmos números eu vou ganhar com certeza? Na verdade não. A sua estatística de ganhar continua de 1 em 50 milhões (infelizmente). Mas então por que esse 1/8? Simplesmente porque existem muitas milhões de pessoas no Brasil que jogam, sendo que uma delas pode ganhar, mas não necessariamente vai ser você. A chance de alguém ganhar é incrivelmente maior, 1/8 nesse exemplo, do que uma pessoa em específico, que seria da ordem de 1 em 50 milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, no caldo primordial existiam milhares, milhões, mols e mols de moléculas orgânicas pululantes naquele imenso mar inerte e sem vida. Essas moléculas obviamente não procuravam se aglutinar para formar algo vivo. Elas se aglutinavam naturalmente, assim como quando você joga óleo de cozinha numa panela com água quando vai cozinhar, pois dado um tempo, pequeno até, as moléculas de óleo tendem a se juntar sem que nada as induza a isso. Essa aglutinação é natural, e ocorre muito entre proteínas. Como no caso do exemplo da mega-sena, a chance de uma única molécula específica, conseguir se juntar de um jeito específico com outras, a fim de formar vida, é irrisória. No entanto, existiam muitos milhões de bilhões de moléculas que poderiam estar “tentando” realizar tal feito. Nós vimos que as chances de alguém ganhar na mega-sena são bem maiores do que uma pessoa em específico ganhar (1:8 contra 1:50 milhões), portanto as chances de surgimento da vida também seria incrivelmente maior, dado o grande número de moléculas interagindo. Aliado a isso um tempinho de alguns 2 bilhões de anos, acho bem plausível a origem de vida a partir de algo não vivo. E o mais importante, isso só precisaria ter acontecido uma única vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que vem aquela pergunta: Mas então vida poderia estar sendo formada a partir de matéria inanimada nesse exato instante em algum lugar do nosso planeta? Bom, acabei de mostrar todo o empecilho pra surgir vida. Não é algo muito fácil, mas também não é algo impossível (mesmo porque ela existe). Precisaria existir um ambiente muito favorável pra que isso acontecesse e algum tempo também. Não acho que exista tal ambiente favorável hoje em dia. Provavelmente essa nova forma de vida que viesse a surgir teria ainda que competir por recursos com as formas de vida já existentes no planeta há 2,5 bilhões de anos. Acho que ela perderia essa competição. No entanto, independentemente de pensar se esse novo tipo de vida vingaria ou não, não acho impossível que uma nova forma de vida surja nos dias atuais (e logo desapareça por competição com outras), é apenas muito improvável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vou puxar a sardinha para nosso lado, como seres humanos típicos. Imaginemos nosso mundo hoje, sem nós humanos. Imagine que existam todos os animais atuais, com os mamíferos dominando o ambiente terrestre. Agora coloque no cenário os dinossauros. Depois de um tempo, qual grupo seria dominante no planeta? Quem assistiu Jurassic Park, que apesar de ficção tem uma parte científica bem embasada, percebe que os mamíferos seriam massacrados! Na época que esses grandes répteis dominavam o mundo, alguns mamíferos de pequeno porte co-existiam no ambiente, no entanto não existiam grandes mamíferos predadores porque estes teriam que competir com os dinossauros por um mesmo nicho ecológico*. Por muitos milhões de anos os mamíferos foram dominados pelos dinossauros. Não fosse pelo meteoro que caiu no México há 65 milhões de anos, essa história dificilmente teria mudado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a importância disso para nós? Simples. Se aquele meteoro não tivesse caído na Terra, os seres humanos, assim como primatas, felinos, elefantes, camelos e alces provavelmente nunca teriam existido! A probabilidade de um meteoro com aquelas dimensões cair no nosso planeta é cerca de 1 chance em 100 milhões de anos. Ora, não é uma chance grande, mas também não é tão pequena, visto que a Terra tem cerca de 4,5 bilhões de anos e a vida cerca de 2,5 bilhões. Cabem muitos meteoros daquele tamanho nesse período de tempo. O fato é que se não fosse o acaso daquele meteoro cair, não existiria vida inteligente no planeta (pelo menos não como conhecemos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo que foi dito traz algumas implicações. Era improvável ter aparecido vida inteligente na Terra, mas surgiu. O que impede que em outros lugares também possa existir? É estatisticamente inviável? Já vimos que estatística só nos diz se algo é improvável ou não de acontecer, mas não diz que algo é impossível. A vida é uma conseqüência natural das leis da física e da química, mas o caminho pelo qual a vida vai evoluir não é linear, e a existência do ser humano no planeta, no fim das contas, é pura sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*nicho ecológico: Representa o conjunto de atividades que a espécie desempenha, incluindo relações alimentares, obtenção de abrigos e locais de reprodução, ou seja, como, onde e à custa de quem a espécie se alimenta, para quem serve de alimento, quando, como e onde busca abrigo, como e onde se reproduz. Numa comparação clássica, o habitat representa o "endereço" da espécie, e o nicho ecológico equivale à "profissão". (wikipedia)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5857265254356340040-7285356130269878151?l=alefk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/7285356130269878151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5857265254356340040&amp;postID=7285356130269878151' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/7285356130269878151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/7285356130269878151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/2008/01/um-breve-relato-sobre-improbabilidade.html' title='Um breve relato sobre a improbabilidade da vida'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8POz2yEVH_I/R6KEcmlp3lI/AAAAAAAAABQ/J52i4hkwS04/s72-c/agua+viva.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040.post-6781595869342301988</id><published>2008-01-19T09:24:00.000-08:00</published><updated>2008-01-19T09:32:25.590-08:00</updated><title type='text'>Mulher é arte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu sei, eu sei, parece exagero, mas os homens vão entender do que eu estou falando. Como dizia Leoni na música garotos "Então são mãos e braços/ Beijos e abraços/ Pele, barriga e seus laços" em que exalta todos os pequenos detalhes da mulher. Ele conseguiu expressar de forma muito eficiente como nós homens (não todos, claro) enxergamos essa obra de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não estou aqui só falando de bunda, seios e derivados. A parte sexual, o corpo, é um caso a parte, não é disso que eu estou falando. Eu me refiro à curva do pescoço que se expõe quando ela prende o cabelo, ou das costas expostas num vestido com decote atrás, ou quando ela aparece de cabelo molhado, as mãos, os olhos, o sorriso. É como admirar um Monet, onde você vê as pinceladas, as cores, os detalhes, ou quando você presta atenção num solo de guitarra numa música ou nos muitos instrumentos que a compõe. Pequenos detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apreciar a mulher como arte não é de hoje, os antigos já procuravam nelas proporções áureas, o número de ouro, para tentar explicar a origem da beleza, para tentar padronizar o subjetivo. A meu ver eles falham miseravelmente. A Mona Lisa, por exemplo, é toda feita baseado em proporções áureas, no entanto é aquele bucho que todos conhecem. Porque a beleza não está, muitas vezes, no conjunto, e sim em um detalhe pequeno que destoa do conjunto, ou o conjunto harmonioso que esconde alguma imperfeição. Por exemplo, a Jennifer Aniston é linda, mas o nariz dela é feio. A Nicole Kidman é linda, mas o nariz dela é algo sem comparação! Tanto que quando o mudaram no filme "As horas", ela ficou bem estranha. A Catherine Zeta Jones tem o rosto mais harmonioso que eu conheço, mas ela é tão bonita que enjoa. Não existem imperfeições nela. E o que realmente diferencia uma arte da outra são as pequenas diferenças, as peculiaridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo do que digo são as covinhas nas bochechas. Elas aparecem devido a um músculo lateral que fecha a mandíbula, que é duplo ou bífido nos portadores dessa característica. Em muitas culturas elas são vistas como um atrativo e acredita-se que é porque geralmente bebês têm covinhas (que podem sumir tardiamente na vida), dando a idéia de que mulheres que as possuem, transmitem uma imagem de juventude. Seja o que for, mulheres que possuem covinhas chamam atenção quando sorriem. Essa característica é devido a uma diferença morfológica, uma característica genética que não padroniza as mulheres, pelo contrário, as diferencia, as afasta do padrão. Se todas tivessem covinhas, as poucas que não tivessem chamariam atenção, não pelo padrão, mas pelas diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos que lerem esse texto vão dizer: "Meu, olha o detalhe que esse retardado tá reparando! No nariz das mulheres!", mas isso é arte! É reparar no ínfimo, na nota de rodapé. Tudo é observável e passível de admiração. E todas as mulheres têm algo para se admirar, é só olhar atentamente, todas têm algo que as tornam únicas. Por mais que os quadros do impressionismo sejam muito parecidos, nenhum é igual ao outro, assim como as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou bem fã da música do Leoni, mostra essa idéia de "mulher é arte", de admiração. Assim como a música “Eu gosto de mulher” do Ultraje a Rigor, um pouco menos poética, mas tão verdadeira quanto. E a grande vantagem de se admirar essa arte é que ela permite uma certa interatividade, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Obs: Essa observação é para os cientistas. Eu sei que existe um padrão de beleza provado cientificamente. Todo o meu texto é achismo, mas um achismo fundamentado. Não deveria escrever isso aqui porque enfraquece o meu argumento, mas minha reputação de biólogo vale mais do que meu poder de argumentação. Mesmo assim, por mais que exista realmente um padrão de beleza, ele ainda pode ser subjetivo, visto que o padrão é generalizado.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5857265254356340040-6781595869342301988?l=alefk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/6781595869342301988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5857265254356340040&amp;postID=6781595869342301988' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/6781595869342301988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/6781595869342301988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/2008/01/mulher-arte_19.html' title='Mulher é arte'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040.post-580189182149275945</id><published>2008-01-14T18:40:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T09:21:12.553-08:00</updated><title type='text'>O poder da saia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O verão possui muitos atrativos! Dias mais longos, sol até as 7 horas da noite, calor, praia, mais disposição. Claro que há aqueles que prefiram um friozinho debaixo do cobertor, comida, chocolate quente com pipoca. Mas algo que há de ser consenso geral é a importância da saia no verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres não têm muita noção do poder que uma saia possui. E não estou aqui falando daquelas minissaias que de tão curtas parecem mais cintos. Falo de saias em geral, curtas ou compridas. As de renda, as compridas de forró, as saias jeans, as de tricô... Elas incitam a imaginação dos homens e são muitas vezes mais sexy do que um biquíni, que não escondem nada. O interessante é o mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da saia é antiga, desde 3000 a.C., mas para meus propósitos, a época dos nossos avós em que as mulheres andavam todas cobertas já me serve. Imagina que disparate sair de casa, em meados de 1900, com o tornozelo aparecendo? “Que audácia!”, diriam. Muitas mulheres que mostravam os antebraços, um pedacinho que fosse, já eram consideradas modernas demais, e acabavam passeando pelos pensamentos juvenis da vizinhança masculina. Lá pela década de 50, quando as mulheres começaram a entrar para o mercado de trabalho, as coisas mudaram. Elas agora queriam se libertar, então surgiram os movimentos feministas, e as saias começaram a diminuir. Aos poucos apareciam a mão, os braços, os pés, as canelas... até chegar na mini-saia na década de 60. Agora sim o mundo havia se encontrado! As pernas de fora, pra cima do joelho! Então na década de 70 vieram mais duas vertentes: o psicodelismo com saias de cortes estranhos e bastante coloridas, e o movimento hippie, com saias longas. Daí em diante, qualquer coisa podia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto podia que as mulheres começaram a ficar mais ousadas (ou sem pudor) e começaram a usar roupas cada vez menores. Aparecia tudo ao mesmo tempo ou, na verdade, não se escondia muita coisa. Mini-saia e tomara-que-caia rosa, com a barriga de fora. E virou moda, todo mundo usou. Depois, quando viram que estava ficando muito vulgar, resolveram esconder tudo de novo, colocando calça jeans por debaixo da saia. E virou moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou assim meio atrasadão, conservador, reacionário. Gosto da época em que o mistério ainda pairava no ar, que a saia mostrava o necessário e escondia o principal. Gosto da inocência, do decote contido, mas ainda sim provocante. O frio tem seus encantos também, as roupas são realmente mais bonitas. Casacos grossos, cachecol, luvas e gorros, todo aquele clima meio europeu. Mas bonito mesmo é ver aquela garota de saia, passeando na calçada, em uma tarde de verão, num doce balanço a caminho do mar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5857265254356340040-580189182149275945?l=alefk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/580189182149275945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5857265254356340040&amp;postID=580189182149275945' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/580189182149275945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/580189182149275945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/2008/01/o-poder-da-saia.html' title='O poder da saia'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040.post-4439179438486685432</id><published>2008-01-09T16:36:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T09:21:28.643-08:00</updated><title type='text'>Tecnologia cega</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fui ao shopping com umas amigas e entrei numa loja de móveis e acessórios para o lar. Vi alguns objetos que as pessoas produzem para momentos muito específicos e que poderíamos viver sem. Um exemplo do que vos digo é um apoio pra prato com almofada, você coloca a almofada no colo pra comer enquanto assiste à televisão, ela tem uma parte de madeira para o prato não cair e uma parte de almofada para dar altura para que você possa comer sem ter que se abaixar muito. Essa parte de madeira também impede que você suje a almofada caso derrube comida do prato. Genial! Mas poderíamos viver sem, afinal de contas, vivemos sem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse exemplo banal da almofada foi somente para abrir a discussão. O ponto em que quero chegar é que estamos produzindo tecnologia de que não precisamos. Existe até uma piada que diz que o computador foi inventado para resolver problemas que não existiam antes da invenção do próprio computador. Vou dar exemplos de onde quero chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando voltei de viagem, comprei um celular com câmera de 1,3 mega pixels, com memória expansível para guardar minhas fotos. Ele toca mp3, tem jogos, me permite acessar a internet de qualquer lugar que tenha sinal, acessa meus contatos por comando de voz e pasmem, ele faz até ligações telefônicas! No começo eu achei super legal, ouvia música o tempo todo, tirava fotos, jogava os incríveis jogos de corrida e de carteado que ele tem, mas a bateria sempre acabava muito rápido por causa disso e eu ficava sem comunicação, já que ele serve também para fazer ligações telefônicas. Resultado, comprei um mp3 player para minha músicas, tiro foto na minha câmera digital, jogo no meu computador (jogos melhores), e uso o celular exclusivamente para fazer ligações, porque na realidade é o propósito dele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo meu tem um computador top de linha. Entre outras configurações que prefiro nem falar pra não deixar o texto extenso, ele comporta uns 500 Gb de informação no HD. Esse amigo diz que já está quase sem espaço, 500 Gb é pouco para o que ele usa. Engraçado, quando os HDs eram de 10 Gb eram pouco também. Eles não poderiam guardar os filmes e músicas em cds e dvds? Precisamos guardar os 50 filmes que baixamos da internet no HD do nosso computador? Temos mesmo que comprar o computador top de linha que sai de 3 em 3 meses? Tem gente que diz que sim, que essa é a tendência da tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto essa questão fica sendo discutida, mais e mais recursos são gastos em tecnologias de que simplesmente não precisamos! Daqui a 3 meses meu computador vai se tornar obsoleto, vou comprar outro e jogar o meu fora. Ele vai ser reciclado? Vira poeira cósmica? Muitas vezes ele simplesmente vira lixo. No Japão, e em outros países de economia forte e alta tecnologia, é proibido pegar objetos nos lixões da cidade mesmo eles sendo praticamente novos. Produzimos milhares de toneladas de lixo e gastamos outros milhares de toneladas de recursos para fazer novos aparelhos. Só eu vejo um problema sério nisso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei, no entanto, que isso é uma necessidade do capitalismo, sempre ter alguém pra comprar novos produtos senão a economia pára. Então não é só reciclagem e preservação do meio ambiente de que precisamos para garantir nosso futuro, precisamos de alternativas à produção de tecnologias de que não precisamos, sem que isso acarrete em uma estagnação econômica. Confesso que não tenho muita bagagem de teoria econômica pra argumentar a favor de uma nova medida que possa substituir o capitalismo, mas creio ser um importante fator que deveria ser levado em conta. Ou resolvemos o problema de onde vamos colocar todo esse lixo tecnológico e onde vamos encontrar novos recursos, ou precisamos pensar em alternativas para que consigamos manter o planeta funcionando para as futuras gerações. Gastar recursos em supérfluos os quais trocamos a cada ano pode parecer pouco hoje, mas pode se tornar um grande problema num futuro próximo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5857265254356340040-4439179438486685432?l=alefk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/4439179438486685432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5857265254356340040&amp;postID=4439179438486685432' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/4439179438486685432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/4439179438486685432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/2008/01/tecnologia-cega.html' title='Tecnologia cega'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040.post-7883579694289891645</id><published>2008-01-07T13:33:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T09:21:45.136-08:00</updated><title type='text'>Coisas de homens – parte 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Videogame é coisa pra moleque”. É o que eu mais ouço de garotas irritadíssimas por serem trocadas, na tarde do domingão chuvoso, por um bando de marmanjos ligados a joysticks, fazendo campeonato de Winning Eleven. Protesto pelo meu direito de defesa. Não que eu queira que as garotas passem a gostar de jogos eletrônicos, quero só que elas entendam por que gostamos e que respeitem isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogos eletrônicos são vistos como a 10ª arte por muitos estudiosos. A 9ª arte, por exemplo, são revistas em quadrinhos. Eu não leio, não consumo, não gosto. Mas sei reconhecer que podem ser tratados como arte, visto que já vi para vender mangás de 300 páginas, com desenhos incríveis, cores belíssimas e acabamento de primeira. Arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que antes poderíamos tentar definir o que é arte, o que não é uma tarefa fácil, mesmo porque não existe um conceito exato pra isso. Vou ficar com um conceito de um cara que eu não lembro o nome (nunca guardo minhas fontes) que dizia: “Arte é a materialização das emoções”, é quando você cria algo e quer que esse algo que você criou desperte algum sentimento na pessoa que irá apreciar aquela arte. Acho essa definição muito melhor do que a de outros autores como: “Arte é tudo aquilo que você quer que seja” ou “Arte é tudo aquilo que não tem utilidade prática”. A idéia de que arte é a materialização das emoções funciona muito bem pra música, cinema, pintura, literatura, fotografia, teatro, você sente, vive aquele momento. Na minha modesta e humilde opinião, creio que Arte é algo que te leva a algum lugar diferente do que você se encontra, pelo menos por um período pequeno de tempo, tira você da sua realidade, te fazendo sentir diferentes emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem músicas que te fazem se imaginar na praia, ou dirigindo em alta velocidade. Existem quadros, fotografias, que te levam para outro lugar, faz você viver diferentes experiências. Livros que te levam a outros países, outras culturas; filmes que te fazem viver um agente secreto do governo americano ou um jantar romântico em Paris. A arte, em suma, é a fuga da realidade. (Claro que nem tudo que te faz fugir da realidade é arte - para os maconheiros de plantão - o inverso não se mostra verdadeiro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, quer algo mais artístico do que algo que te leva a viver na era medieval? Ou roubar um banco? Ou um piloto de avião, agente secreto, técnico de futebol? O videogame é como um filme, você vive a vida de outra pessoa. É uma fuga da realidade, com a diferença de que nos jogos você pode tomar uma posição ativa na história, e não só passiva como nos filmes. Quem já jogou Resident Evil, Legend of Zelda, Counter Strike, sabe do que eu estou falando. Medo, sustos, corações acelerados, felicidade por uma conquista, todas as emoções em um só jogo. Tanto que a indústria dos jogos, atualmente, é maior do que a do cinema. Dizem que ela está chegando perto da indústria da música e que daqui a alguns anos ela arrecadará mais dinheiro que as duas juntas! Existem jogos que a trilha sonora é feita por orquestras famosas, como a filarmônica de Nova York, em que os enredos são feitos por roteiristas profissionais, imagens que beiram o realismo, liberdade de movimentos. Milhões são gastos para proporcionar aos jogadores o máximo de envolvimento e interatividade. O videogame deixou de ser coisa de moleque há muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou aqui tentando desmerecer as outras artes, estou apenas tentando incluir os jogos eletrônicos na categoria de arte (Na verdade só estou tentando justificar algo que já é considerado arte). Tenho muitas amigas que dizem que não, que é exagero da minha parte. Acho que se elas se esforçassem para entender ao invés de ficar reclamando dos namorados que as trocam pelos malditos joysticks, podiam aprender como jogar, jogar junto com eles. Talvez poderiam tirar algum proveito, ter alguns momentos de diversão. Ou também podem nos deixar jogando e ir curtir um livro, ou ver um filme. Cada um com sua arte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5857265254356340040-7883579694289891645?l=alefk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/7883579694289891645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5857265254356340040&amp;postID=7883579694289891645' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/7883579694289891645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/7883579694289891645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/2008/01/coisas-de-homens-parte-2.html' title='Coisas de homens – parte 2'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040.post-1974587913980920950</id><published>2008-01-07T13:32:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T09:21:57.580-08:00</updated><title type='text'>Coisas de Homens – Parte 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Futebol e jogos eletrônicos, duas coisas que a maioria das mulheres não conseguem gostar. Tudo bem, todos têm direito de gostar de coisas diferentes. Acho que isso, inclusive, está no cerne da diferença entre homens e mulheres, gostar de coisas diferentes. Mulheres gostam de bolsas e sapatos. Nós homens não entendemos muito bem o porquê, não ligamos muito para o que vai nos nossos pés e se ligamos, nos contentamos em ter dois pares apenas. Não entendemos qual o fascínio em ter um utensílio para guardar um monte de tranqueira que provavelmente poderíamos passar sem e que só serve para mostrar para as amigas, visto que os homens não ligam muito. Enfim, não é sobre isso que eu quero discutir, quero defender racionalmente nosso direito, como homens, de gostar de futebol e jogos eletrônicos e mais, defender a idéia de que jogos eletrônicos são sim a 10ª arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia eu estava conversando com um amigo meu sobre genialidade. Eu acredito que existam gênios, pessoas que nascem com uma predisposição maior para aprender, para realizar, do que outras pessoas, no que meu amigo rebateu dizendo que viu uma entrevista de uma mulher que dizia que não existiam gênios, as pessoas eram apenas mais ou menos inteligentes ou aptas a certas coisas por influência social. É intuitivo, no entanto, afastar esse pensamento maluco da mulher em questão, apesar de não ter visto os argumentos apresentados por ela, se pensarmos na variabilidade genética dentre os 6 bilhões de habitantes existentes no nosso mundo. Alguns nascem com uma predisposição natural para certas coisas, não há como negar isso. Os milhares de alunos que prestam medicina todo ano, estudam com o mesmo afinco que todos os candidatos que concorrem com eles. Por que alguns se saem melhor? Por que existem aqueles que acertam 88 de 89 questões, será que essa pessoa realmente estudou mais que todo mundo? Acho difícil. Certamente esse sujeito consegue guardar informações mais facilmente, ou guardar mais informações do que outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que a genética não é tudo. Se esses indivíduos não forem incentivados pela sociedade podem não desenvolver a habilidade, seja ela qual for, mas eles possuem intrinsecamente a capacidade para tal. Mas e o futebol com isso? Imagine então quantos garotos treinam futebol desde pequenos para se tornarem jogadores profissionais no futuro. Imaginou? É um número grande. Agora imagine apenas o CT (centro de treinamento) onde Robinho e Diego, jogadores que surgiram no CT do Santos, treinavam. Não posso garantir quantos outros disputavam uma vaga, mas garanto que não eram poucos. Vamos chutar um número de 50. Por que só os dois é que foram jogar na Europa? Por que os 50 colegas deles que treinavam com o mesmo afinco e dedicação não conseguiram? Porque Robinho e Diego estavam acima da média, eram melhores. E veja, claro que tem a ver com musculatura também, mas o Robinho é bem mirradinho, se fosse apenas por este quesito, ele não seria tão bom quanto ele é hoje. Até tentaram aumentar a massa corpórea do jogador, mas o organismo dele não respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não cheguei ao ponto, mas estamos quase lá. Assim como Kaká, Zidane, Cristiano Ronaldo, Messi, jogadores de diferentes nacionalidade mas que jogam muito bem, eles foram os melhores dentre os jogadores do CT dos países onde atuaram, entraram em bons times, ganharam fama internacional e foram parar em times europeus. Ver uma partida européia, não é apenas assistir um bando de marmanjos correndo atrás da bola. É ver os melhores do mundo, em um determinado quesito, atuando. No caso futebol. É o mesmo que ver Monet pintando um quadro, ou ouvir Mozart tocando uma sinfonia. E não é exagero!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ter podido ver Pelé jogando. Não sei se vocês sabem, mas Pelé, em algumas jogadas, tinha um tempo de reação de 0,4 segundos. O tempo de reação de uma pessoa normal (isso a gente aprende em aulas do CFC) é de 0,7s. Pelé pensava, em algumas jogadas, quase duas vezes mais rápido que o adversário! É por isso que ele era chamado de gênio, porque estava acima da média dos jogadores de seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto se você não gosta de futebol, é um direito seu, assim como eu também não gosto dos quadros de Picasso, acho horroroso. Mas sei que ele foi um grande pintor, que revolucionou a época dele, que quebrou os paradigmas dos impressionistas que pintavam fora do estúdio para fazer pinturas internas sobre diferentes ângulos de visão. Respeito sua importância na história da pintura, assim como respeito quem não gosta de futebol. Mas gostaria, como homem admirador de arte e de gênios atuando, de ser respeitado por gostar de futebol. E da próxima vez que ouvirem falar de futebol-arte, saberão que o termo é literal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5857265254356340040-1974587913980920950?l=alefk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/1974587913980920950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5857265254356340040&amp;postID=1974587913980920950' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/1974587913980920950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/1974587913980920950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/2008/01/coisas-de-homens-parte-1.html' title='Coisas de Homens – Parte 1'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040.post-7581858259564948227</id><published>2007-12-24T10:24:00.000-08:00</published><updated>2007-12-24T10:27:41.072-08:00</updated><title type='text'>A importância do conhecimento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um fator importante, para qualquer área do ensino, é ensinar a importância de aprender. Se deixássemos de estudar o que nossos antepassados deixaram de conhecimento para nós, o conhecimento humano estagnaria, não se descobririam coisas novas. Não podemos deixar de ensinar Pitágoras, tabela periódica, leis da termodinâmica porque tudo o que aprendemos em 8 anos de colégio e mais 3 anos de ginásio (11 anos de estudos) é o que a humanidade vem descobrindo nos seus 5.000 anos de história! Somos uma das poucas sociedades naturais que conseguem deixar o aprendizado de seus erros e sucessos para as gerações futuras e, no entanto, pouca gente dá valor a isso. Muito pelo contrário. Hoje quem tem status são os alunos que não vão à aula, que vão mal na prova, que tiram sarro do professor. Os que estudam são ridicularizados e vistos como pessoas que não sabem aproveitar a vida. De onde surgiu essa idéia? Talvez a culpa é das mães que ameaçam seus filhos dizendo que se não se comportarem serão mandadas para a escola. O ensino virou castigo! E se rebelar contra isso é legal, afinal, todos gostam de rebeldes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, concordo que o método de ensino no Brasil é ruim. Decorar fatos não é aprender. Assim como decorar fórmulas de física ou matemática não desenvolve um raciocínio lógico. Tem também o problema de que muitas matérias importantes deveriam ser ensinadas e não são, como política (pra que serve um senador, por exemplo), economia, filosofia (entrou no currículo, mas ainda é lenda). A escola deveria ser um lugar onde as crianças quisessem ir, um lugar divertido, onde se aprendesse sobre arte, teatro, música, onde se praticasse esportes. Com um bom planejamento, é possível deixar a criança ocupada o dia inteiro (com horários de recreação livre) e mesmo assim ser um ambiente agradável. Em todos os lugares que estudei, eu ficava de tarde na escola ou no colégio porque não queria ir pra casa e, ao invés da escola ter um planejamento pra eu fazer coisas de tarde com meus amigos, incentivo a atividades, leitura, as coordenadoras me mandavam ir embora! (confesso, eu era um adolescente chato). Hoje as crianças ficam em casa depois da aula fazendo amigos virtuais, jogando jogos eletrônicos e assistindo televisão. Pra onde foi o contato pessoal, o jogo de bola de gude, pular corda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso “ilustre” presidente Lula (posso ser irônico, o blog é meu e eu tenho liberdade de expressão) teve um desentendimento com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a respeito de educação (no dia 28/11/2007). Não importa muito as farpas que foram atiradas dos dois lados, quero só mencionar uma frase do ex-presidente: “Nós não somos elite só porque somos acadêmicos e trabalhamos. (...) Não pode haver preconceito contra quem sabe. Está se invertendo a situação no Brasil. Saber não é errado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase de FHC mostra que lá em cima já se notou que houve uma inversão de valores na educação. No entanto, pouco vem sendo feito para remediar a situação. Na época da ditadura muitas matérias foram abolidas das escolas públicas e privadas. Hoje, no auge da democracia no Brasil (será?), onde estão essas matérias que deveriam ter voltado ao currículo? Se em 1985, quando a repressão acabou, a educação tivesse sido restaurada ao que era antes (nem digo priorizada porque dizer isso seria uma piada), a geração anterior à minha, de pessoas de uns 35 anos, já seria mais bem preparada pro mercado de trabalho. A minha geração, de pessoas de 25, também seria mão de obra especializada. Percebam que mesmo que pensassem em mudar agora, em 2007, mais do que 20 anos depois do fim da ditadura, só meus netos talvez aproveitassem uma educação pública de ensino fundamental de boa qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço pessoas que trabalham 20 anos no mesmo emprego e não conseguem melhorar de vida porque não tiveram educação, realmente não podem fazer muita coisa quanto a isso. Quando elas tentam voltar aos estudos, em supletivos do governo por exemplo, elas encontram professores tão mal preparados que, ou acabam desistindo, ou terminam o curso mesmo não aprendendo nada. Sem contar que em muitas escolas os professores desmotivam os alunos a estudar, porque assim não precisam trabalhar tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na veja dessa semana saiu uma reportagem sobre professores da rede pública de ensino que, apoiados na lei, faltam dia sim, dia não, em seus trabalhos. Os professores, que parecem não ter nenhum problema de saúde, possuem prescrição médica que os habilitam a faltar na aula. A lei não permite que se falte dois dias seguidos, mas dia sim, dia não, é permitido! O recordista de ausência é um professor que também atua na área de advocacia. Foram totalizadas 108 faltas no ano, sendo que o ano letivo possui aproximadamente 210 dias! No escritório de advocacia, no entanto, ele é muito assíduo, quase nunca falta e é um profissional dedicado. Enquanto o governo passa a mão na cabeça do professor que, deliberadamente, não faz o seu trabalho, não só a educação paga por isso, mas nós também, cidadãos que pagamos o salário desse profissional através dos impostos. Em qualquer empresa, por mais mal administrada que seja, se uma pessoa faltasse tanto assim no trabalho com certeza seria mandada embora por justa causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito que o estado não saiba como resolver o problema da educação. Se eles precisassem de um pouco de modelos que funcionam, não precisaríamos nem pegar o avião, basta ir a colégios como Bandeirantes, Rio Branco, Santa Cruz, entre outros desses famosos, para saber como proceder. Claro que o gasto com os alunos é muito maior nesses colégios particulares, mas ninguém está querendo formar gênios. Se os alunos aprendessem a ler na série em que eles supostamente deveriam, eu já me daria por satisfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou do tempo de se pensar numa reforma educacional que realmente dê resultados. Faculdades com valor baixo de mensalidade em que as provas podem ser feitas em casa não são a solução. Um diploma não quer dizer que a pessoa é apta para um cargo. Garanto que muitas pessoas com diploma não são capazes nem de ler e entender esse texto que eu estou escrevendo, e olha que eu escrevo com uma linguagem muito acessível! Um ensino básico de qualidade é essencial para que as pessoas estejam preparadas para a vida, e não somente para o vestibular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra terminar, não concordo com meu amigo que diz que o Estado tem que ser algo tão diferente da competição selvagem do capitalismo. Funcionalismo público deveria ser modelo para como o país deve funcionar. Ainda bem que no Brasil existem empresas privadas, caso contrário com certeza estaríamos ainda muito atrasados economicamente. Exemplo disso é a Vale do Rio Doce, hoje conhecida só como Vale. Por que quando a Vale estava na mão do Estado ela só dava prejuízo e agora que ela está na mão do capital privado, além de dar lucro, é uma das jazidas de maior importância no mundo? Será que o Estado não sabia de algo que os novos donos sabem? Competência talvez. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5857265254356340040-7581858259564948227?l=alefk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/7581858259564948227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5857265254356340040&amp;postID=7581858259564948227' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/7581858259564948227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/7581858259564948227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/2007/12/importncia-do-conhecimento.html' title='A importância do conhecimento'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040.post-5444383083307922679</id><published>2007-12-21T23:46:00.000-08:00</published><updated>2007-12-22T00:01:04.690-08:00</updated><title type='text'>Ciência e educação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sempre quando temos aula de biologia, no ginásio, no colégio, vem aquele monte de informação que a gente aceita porque o professor falou, que faz muito sentido quando ouvidas pela primeira vez, mas nunca paramos para nos perguntar como aquilo foi descoberto ou qual a fonte daquela informação. É claro que se quiséssemos pesquisar sobre tudo o que a gente aprende para validar informações, levaríamos anos para cobrir apenas as matérias de ensino médio. Mas acreditar em algo só porque alguém falou que era assim não faz muito sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me incomoda, no entanto, é que as pessoas não saberiam nem como validar tais informações, pois não sabem nem como a ciência chegou naquelas conclusões! A população geral até tem um bom conhecimento em biologia, mas não sabe muito bem como a ciência realmente funciona, não sabe que a ciência é questionar racionalmente qualquer fato e propor explicações para ele. Uns alunos meus do cursinho, vira e mexe vêm com dúvidas relacionadas a questões de vestibular que pedem para assinalar a alternativa que corresponda ao jeito correto de conduzir o experimento científico mostrado. Em qual momento da minha formação eu aprendi que se deve realizar um experimento com um controle? Nunca! Só na faculdade eu aprendi isso. Quando foi que aprendemos que a ciência trabalha com paradigmas, hipóteses, previsões e experimentos? Não aprendemos o que é ciência na escola, apenas um monte de informações factuais que são jogadas e que devem ser digeridas pelos alunos. Talvez seja por isso que o Brasil ficou em 52º lugar dentre 57 países em um teste que mede o aprendizado em ciências para alunos de 15 anos. E talvez seja por isso também que muitas pessoas acreditem que a ciência é uma forma de religião porque os professores dizem que aquilo é daquele jeito e ponto final, temos que acreditar. No Brasil funciona assim, mas a ciência não é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência propriamente dita só trabalha com fatos que possam ser provados através de experimentos. Quem quiser pode realizar aqueles experimentos novamente quando quiser, pois eles estão à disposição, e pode-se então questionar os resultados se lhes convir. Por isso a ciência é tão certa do que diz, o que ela descobre não é a verdade absoluta, mas uma resposta que foi conseguida através de uma experiência. Funciona assim:&lt;br /&gt;Eu observo um fato que me chama a atenção, o arco-íris por exemplo. Eu faço uma hipótese de que a luz do sol, passando pelas gotas de chuvas, se decompõe em diversas freqüências de luz formando as cores. Dentro dessa hipótese eu faço uma previsão: se eu jogar uma luz branca como a do sol em uma gota de água, vou conseguir do outro lado da gota um arco-íris. Faz-se a experiência. Se a minha previsão não corresponder com o resultado, ou seja, não aparecer um arco-íris, então jogamos aquela hipótese fora e tentamos outra. Se a previsão se confirma, depois de tentar de novo muitas vezes em diferentes condições, dizemos que aquela hipótese é válida. Aquele então passa a ser a idéia que todos irão aceitar (chamada de paradigma) até alguém propor uma idéia melhor para explicar aquele fato. Todas as explicações científicas foram obtidas assim e qualquer pessoa que quiser bolar uma explicação melhor ou refazer o experimento, está livre para fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que, no entanto, muita coisa na ciência é arraigada em crenças também, como por exemplo, a teoria de simbiose da mitocôndria com células eucariontes (acreditam que as mitocôndrias eram bactérias que passaram a viver dentro das células por mutualismo). Não podemos voltar no tempo pra ver se isso ocorreu de fato, nem provar por experimentos, já que isso ocorreu há milhares de anos, mas temos evidências fortes que nos levam a pensar assim. E as conclusões que tiramos a partir das evidências podem sim ser consultadas e questionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Inglaterra, cerca de 80% da população diz que não acredita em nenhuma forma de religião. Lembro que conversando em Londres com minha professora, sobre horóscopo, eu disse que não fazia sentido uma pessoa que nasceu em um país diferente, com diferente cultura, diferente carga genética, ter o mesmo tipo de comportamento só porque nasceram no mesmo dia. Ela achou engraçado e disse: “Olha lá que o cientista vai falar...”. Interessante, aqui no Brasil eu sou biólogo, que vai ser professor, ou trabalhar em prol do meio ambiente, mas nunca sou tratado como cientista! Nos Estados Unidos, a profissão de cientista é mais respeitada do que médicos (segundo lugar) e bombeiros (terceiro lugar). Na Inglaterra, talvez por Darwin ser inglês, as pessoas acreditam na seleção natural e fazem chacota das religiões. Minha professora falou, inclusive, que esse assunto é motivo de piada em Pubs e conversa entre amigos. Quando eu digo que não sou extremista quanto a essa questão, acreditem: eu não sou. Sei a importância que a religião tem na vida das pessoas, mas sei também que é perfeitamente possível viver sem ela. Não quero impor minha opinião a ninguém, quero apenas expô-la, é meu dever como educador da área científica. E não aceito que nenhuma religião me impeça disso. (Essas últimas considerações desse parágrafo foram para pessoas que disseram que eu era extremista. Só queria deixar claro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a aceitação da ciência, da razão, no lugar de mitos e lendas, se daria de maneira mais eficiente se o método científico fosse ensinado nas escolas e que se mostrasse que todo o conhecimento humano foi conseguido desse modo. É como se dá na Inglaterra, por exemplo. Esse post é destinado principalmente para os futuros educadores da área biológica (amigos de faculdade), também para qualquer educador atuante e para as pessoas que não conheciam o pensamento científico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com isso acho que termino meus posts sobre religião. No Brasil esse assunto é tabu, as pessoas dizem que não se pode discutir sobre isso. Não é verdade, tudo deve ser discutido, não se pode deixar que aspectos influenciáveis da sociedade não sejam tratados racionalmente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Obrigado a todos que leram e opinaram, seja deixando um recado aqui, seja pessoalmente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5857265254356340040-5444383083307922679?l=alefk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/5444383083307922679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5857265254356340040&amp;postID=5444383083307922679' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/5444383083307922679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/5444383083307922679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/2007/12/cincia-e-educao.html' title='Ciência e educação'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040.post-7035573031507212163</id><published>2007-12-15T21:34:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T09:45:55.922-08:00</updated><title type='text'>Extremismos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Li uma reportagem essa semana na revista Carta Capital sobre o fundamentalismo ateu. Mostrava o biólogo Richard Dawkins e seu novo livro entitulado “God delusion” (“Deus, um delírio”, em português) que ficou 14 semanas na lista dos mais vendidos. Ele defende a ciência como a única forma de conhecimento válido e critica a religião por fomentar guerras, desentendimentos, informações falsas e diz que o ideal seria aboli-las do planeta! (na verdade a ênfase é na religião católica)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, concordo que a ciência seja a única forma de conhecimento válido pois é baseada em fatos, experimentos e na racionalidade (se alguém conhecer outra forma, por favor eu gostaria de saber). Também concordo que a religião por muitas vezes seja usada como argumentos para ataques pessoais, serve de pretexto para criminosos cometerem suas atrocidades, mas não acho que devemos ser tão radicais porque apenas o caráter extremista das religiões é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer forma de radicalismo, de extremismo ou de fundamentalismo é ruim. Um exemplo dado na revista é de um empresário, Enron Jeffrey Skiling, que levou o ateísmo ao extremo quando, munido de argumentos do livro “O gene Egoísta”, também do Dawkins, foi condenado a 24 anos de prisão por chefiar a fraude que levou sua empresa à falência deixando dívidas de 40 bilhões de dólares. É claro que é um fato isolado de extremismo, mas esse caso é utilizado por cristãos para dizer que isso é prova de que o ateísmo desemboca necessariamente no egoísmo e na falta de valores morais. Não é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que Dawkins peca pelo mesmo motivo que os cristãos quando tentam interferir na sociedade. Se cristãos não podem usar camisinha, azar o deles, eu posso. Eles não podem fazer aborto, então que eles não façam. Se eles têm regras para o clube deles, eles que sigam essas regras. Eu, que não faço parte do clube, não preciso seguir as regras estabelecidas por eles. Condeno, portanto, o intervencionismo da igreja na política e na economia. Não precisamos tirar a religião do povo, mas é fundamental que não se deixe que temas religiosos determinem o que nós, não religiosos, devamos ou não fazer. Quando Dawkins prega que devemos combater a igreja e aboli-la, ele faz o mesmo que os crentes, ou seja, tenta impor regras que ele acredita serem certas a pessoas que não acreditam nelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fator que acho que não é levado em conta pelo biólogo inglês é que em todas as culturas, sejam índios brasileiros, índios andinos, índios africanos, aborígenes australianos, todas essas culturas que nunca se encontraram possuíam alguma forma de religião. Inclusive em chimpanzés já foi presenciado danças onde esses batiam os pés sincronizadamente quando uma forte chuva se aproximava, podendo significar que estavam querendo deliberadamente saudar ou repelir a chuva, quase como um ritual religioso². Visto dessa forma, pode-se dizer que a religião, a necessidade de crer em algo maior, não é social apenas, mas sim intrínseco da espécie humana (inclusive de alguns primatas, em menor nível).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço uma amiga que é aluna de cursinho. Ela estudou, ela sabe que existe evolução, que a religião católica foi criada pelo homem como forma de controle, que padres não podem casar porque senão parte do dinheiro da igreja iria para as esposas, entre muitas outras evidências histórico-biológicas que inviabilizam os preceitos cristãos (fora toda a parte racional envolvida). No entanto ela prefere acreditar que o que a religião diz é verdade. É interessante notar que todas as religiões se dizem dona da verdade, a hindu, a cristã, a muçulmana, mas podemos perceber claramente que elas não podem ser verdade, visto que são excludentes. Mesmo assim, essa amiga prefere acreditar no cristianismo mesmo sabendo que não é racional. Como podemos argumentar contra isso? É o mesmo que, fazendo uma analogia com o filme Matrix, uma pessoa saber que a vida dela é mentira, que ela vive num mundo de fantasia, e mesmo assim escolher a pílula azul, que seria escolher continuar vivendo essa mentira, mas feliz. Os que escolhessem a pílula vermelha conheceriam a realidade, deixariam de viver no mundo falso produzido pelos computadores. Existem os que são felizes fora da Matrix, com a escolha racional, e os que são felizes dentro da Matrix, com a escolha não racional. Um dos personagens, inclusive, quer voltar à Matrix mesmo sabendo que não é real. Isso também acontece com a religião, muitas pessoas preferem ter algo a que se apegar mesmo não sendo racional pois é um fardo muito grande ser responsável pelos seus próprios atos (Sartre argumenta isso de modo mais aprofundado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há muito tempo, o doutor Drauzio Varella, por meios lentos e graduais, tentou dissuadir os ouvintes de seu programa no rádio a respeito de suas crenças. Aos poucos o médico, que é uma autoridade de respeito em sua área, tentava levar seus ouvintes a crer que Deus não existe. Ele desistiu de sua ambição no dia em que um ouvinte chegou e disse assim: “Ô Doutô, mas até Deus você quer tirar da gente?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto não acho que tirar a religião do povo seja o certo a ser feito, acho que ciência e religião conseguiriam viver harmoniosamente se a religião não interviesse na ciência, como em relação às células tronco ou ao ensino forçado de teologia e tirar do currículo a teoria evolucionista de Darwin. Também não deveriam intervir na sociedade, como no aborto, na eutanásia e no uso de camisinha. A religião deve saber que serve para dar fé, dar esperança, e que não é função dela dar palpites sociais. Nosso papel como cientistas não é extinguir de vez a fé das pessoas, apesar de ser plenamente possível viver sem Deus. Nosso papel é tentar mostrar o racional, o que existe fora da Matrix, cabe somente às pessoas escolherem se querem a pílula vermelha ou a azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;²- &lt;strong&gt;Então você pensa que é humano?: uma breve história da humanidade, &lt;/strong&gt;Felipe Fernández-Armesto, p. 33.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5857265254356340040-7035573031507212163?l=alefk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/7035573031507212163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5857265254356340040&amp;postID=7035573031507212163' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/7035573031507212163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/7035573031507212163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/2007/12/extremismos.html' title='Extremismos'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5857265254356340040.post-748678939896436916</id><published>2007-12-06T20:35:00.000-08:00</published><updated>2008-11-04T05:59:18.137-08:00</updated><title type='text'>Uma defesa ateísta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Ateu. Adj. 1. Diz-se daquele que não crê em Deus ou nos deuses; ímpio.” (Aurélio – 1ª edição)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, quero esclarecer que dirijo esse texto a pessoas racionais. Fé e razão não são assuntos tão díspares quanto se pensa, como vou tentar mostrar nesse texto. Para quem realmente acredita que Eva descendeu de uma costela de Adão (54% dos brasileiros), ou que Noé colocou todos os animais em casais na arca por 40 dias e 40 noites (o que ele deu de comer aos leões? E como ele conseguiu pegar todos os invertebrados, como besouros, formigas, cupins? E as plantas, fungos, bactérias e seres unicelulares?), para aqueles que acreditam nessas afirmações ao pé da letra, e não metaforicamente, peço que não entrem na discussão. Mesmo porque quem acredita nisso, poderia falar que Papai Noel e coelho da páscoa que entrega ovos de chocolate também existe, sendo que não temos nenhuma prova empírica disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a evolução dos seres vivos hoje em dia é visto como um fato devido a fósseis e datações precisas de elementos radioativos, estudos geológicos, e até matemática, não entrarei no mérito de como aconteceu, mas sim que, de fato, a evolução dos seres vivos é algo praticamente palpável (como a evolução ocorreu é explicada por uma teoria, chamada de seleção natural, pertencente a um inglês de nome Charles Darwin).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da teoria deísta existem muitos tipos de pessoas (teoria, pois não existe como fazer um experimento científico para validar a hipótese). Existem os de “extrema direita” que acham que Deus criou a terra em 7 dias, no sétimo descansou, Adão, Eva, maçã, aquela coisa toda. Essa primeira visão não condiz com os fatos observados na Terra, pois se sabe que nosso planeta possui mais do que 4000 anos, como escrito na bíblia, algo em torno de 3,5 bilhões de anos. Não existe nenhuma prova concreta, a não ser anotações em um livro escrito por homens, de que o mundo foi criado em tão pouco tempo. Aceitar que todos os seres vivos foram feitos em apenas 7 dias é o mesmo que acreditar em um Papai Noel que entrega presentes para todas as crianças em apenas um dia, na noite de natal, em um trenó puxado por renas voadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem os deístas de “centro-direita” que acreditam que na verdade não são 7 dias literalmente, mas sim 7 eras geológicas, em que coisas aconteceram, há muito tempo, evoluíram, e hoje são como são. Esses já são deístas evolucionistas, mas ainda acreditam que de vez em quando Deus, que observa lá de cima ainda hoje, atua em alguns acontecimentos de nossas vidas. Não existem provas de que isso aconteça, portanto a ciência não pode dizer se isso é verdade ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí existem variações de “centro esquerda”, que acreditam que existiu evolução, que Deus, nesse caso não necessariamente uma entidade física, talvez só uma energia, criou o universo há muito tempo, mas que ele apenas deu uma ajudinha no começo e depois deixou o barco seguir seu rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente na “extrema esquerda”, que são os que acreditam que Deus, uma espécie de energia e não uma entidade material, criou o universo e era tão onisciente que sabia como seria o final do que havia criado, e portanto não precisaria mais se intrometer.¹&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu ponto é o seguinte, os ateus acreditam, creio eu, no Big Bang. Uma grande quantidade de energia, atemporal, que surgiu num ponto de imensa densidade, explodiu, e deu origem a todos os elementos químicos, a todas as galáxias, estrelas, buracos negros, planetas, e à Terra. Os deístas, por sua vez, acreditam que Deus é uma entidade atemporal que em um determinado momento gerou o universo. É interessante olhar, no entanto, para a visão da “extrema esquerda” deísta que pode ser definida como uma grande quantidade de energia, atemporal, que gerou uma explosão e deu origem a tudo. Desse modo, nota-se que a visão entre os ateus e os deístas de “extrema esquerda” são extremamente semelhantes: Energias atemporais que criaram o universo! Seria então mais um problema de nomenclatura do que de crença em si porque poderíamos chamar de Deus uma energia que os cientistas chamam de Big Bang.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existe uma diferença entre as duas visões, uma diferença gritante. Quando tratamos o Big Bang como entidade criadora do universo, estamos tirando do cenário qualquer idéia de intencionalidade por parte dessa energia. Essa energia não quis formar o universo, aconteceu por acaso, sem uma intenção consciente. No entanto, quando tratamos de Deus como entidade criadora, atribuímos uma idéia de intencionalidade, de que essa energia teria consciência de que criaria o Universo do jeito como ele é hoje. O ateu acredita que não existiu uma intencionalidade na origem do universo, foi ao acaso, enquanto o deísta acredita que houve uma intencionalidade consciente, não ao acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja, no entanto, que isso se trata de uma crença, já que é algo que não podemos provar. Os cientistas não podem voltar no tempo, no momento do início, para ver se existiu um ser consciente. Não temos certeza de nada, é algo em que acreditamos. Assim, como os religiosos acreditam que houve uma intencionalidade, nós ateus acreditamos que não. Portanto a definição dada pelo Aurélio, ímpio (Adj: 1. Que não tem fé, incrédulo, herege.) é errônea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho interessante como as pessoas têm um certo receio com ateus. Geralmente somos vistos como arrogantes, donos da verdade, anárquicos (sim, pois se não seguimos as leis de Deus, não seguimos nenhuma lei, portanto não se pode confiar em um ateu), que são pessoas que não são felizes completamente e alguns outros adjetivos que não me recordo agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, quem se diz dono da verdade é o Vaticano. De acordo com a doutrina cristã, apenas a palavra do senhor é a verdade. Em nenhum momento dizemos que somos donos da verdade, apenas acreditamos que o universo não tenha sido intencionalmente criado. Não sabemos a verdade e estamos muito confortáveis com isso. Segundo, não somos anárquicos, seguimos a lei do bom senso, que é, não por coincidência, os mesmos preceitos da doutrina religiosa. Eu não vou roubar porque não quero que ninguém roube nada de mim. Simples assim. Não vou matar ninguém porque isso tem conseqüência prática (alguém pode querer se vingar), psicológica, social, entre muitas outras. E para finalizar, os deístas acreditam que não somos felizes completamente porque não acreditamos no que eles acreditam. E nós é que somos arrogantes? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5857265254356340040-748678939896436916?l=alefk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alefk.blogspot.com/feeds/748678939896436916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5857265254356340040&amp;postID=748678939896436916' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/748678939896436916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5857265254356340040/posts/default/748678939896436916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alefk.blogspot.com/2007/12/uma-defesa-atesta.html' title='Uma defesa ateísta'/><author><name>Alef</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08312866862136816068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_8POz2yEVH_I/R5_w4Glp3hI/AAAAAAAAAAw/0SG4laCqS88/S220/post2.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
